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Lucro da Revolut dispara 65% para 1,5 mil milhões com base de clientes a subir 30%
A Revolut observou um aumento de 46% nas receitas totais, com a carteira de crédito a mais do que duplicar, levando a receita com juros a subir para 1,1 mil milhões.
24 Mar 2026 - 11:10
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Foto: Revolut
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Foto: Revolut
A Revolut anunciou nesta terça-feira que alcançou um lucro de 1,5 mil milhões de euros em 2025, mais 65% do que no ano anterior. O banco digital fechou o ano com 68,3 milhões de clientes particulares e 767 mil clientes empresariais, o que implica aumentos homólogos de 30% e 33%, respetivamente.
As receitas totais da empresa ascenderam a 5,3 mil milhões, uma subida de 46% face a 2024. “Este desempenho foi sustentado pelo Revolut Business, que representa agora 16% do total de receitas”, realça a instituição em comunicado. A Revolut destaca ainda que conta agora com “11 linhas de produtos distintas, cada uma superando os 116,8 milhões de euros em receitas”.
Segundo os dados revelados pela Revolut, as subscrições geraram 828 milhões, um crescimento homólogo de 67%, o maior entre as várias componentes de negócio. Já os pagamentos com cartão contribuíram com a maior fatia, 1,2 mil milhões, mais 45% do que no ano anterior. Seguem-se as receitas com juros, com 1,1 mil milhões, um aumento de 23%, e a gestão de património e os câmbios, com 775 milhões e 708 milhões, respetivamente, subindo 31% e 43%.
As receitas com juros refletem uma subida de 120% na carteira de crédito a clientes, para um total de 2,5 mil milhões, “composta maioritariamente por empréstimos pessoais sem garantia, cartões de crédito e uma carteira incipiente de crédito à habitação”, revela a empresa.
A Revolut sublinha que mantém “uma gestão de balanço prudente, detendo 90% dos ativos em caixa, equivalentes de caixa e investimentos em títulos do Tesouro”. Adianta ainda que o total de depósitos e saldos de clientes subiu 66% para 57,5 mil milhões de euros.
O cofundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, considera que o “modelo operacional assente na tecnologia continua a impulsionar uma expansão rápida e lucros recorde”. “Uma década depois de iniciarmos esta jornada, ainda só agora começamos a mostrar o que é possível”, acrescenta. Já o CFO, Victor Stinga, acredita que os resultados são produto de uma “gestão financeira disciplinada” e da “capacidade de crescer de forma eficiente”.
Um em cada cinco europeus em idade ativa usa Revolut
O neobanco realça o ritmo de crescimento “particularmente forte na Europa, onde um em cada cinco adultos em idade ativa utiliza agora a Revolut”. A par disto, a atividade dos clientes em geral “disparou”, com o volume total de transações a subir 65%, atingindo 1,4 biliões de euros. O número de transações por cliente aumentou 24%.
O Revolut Business foi responsável por 323 mil milhões deste total. “O crescimento foi particularmente acentuado em mercados de expansão – como Singapura, Austrália e EUA – onde o Revolut Business cresceu mais de 140% face ao ano anterior”, acrescenta.
A ‘fintech’ britânica destaca ainda um “crescimento significativo” na “utilização de serviços de valor acrescentado”, com a adesão a planos pagos a subir 42% e o programa RevPoints a contar com 17 milhões de utilizadores em 36 mercados, quase triplicando os 6,6 milhões registados em 2024.
“A Revolut acelerou os seus planos de desenvolvimento de produtos em 2025, ao lançar serviços de elevado impacto nas áreas de investimento, conectividade e crédito, de forma a aprofundar a sua utilidade diária para os utilizadores”, realça a instituição. Sublinha o alargamento do leque de investimentos, que “contribuíram para um aumento de 24% no saldo médio de ações por cliente”.
Nota-se ainda a expansão para o crédito com garantia, “marcando uma entrada estratégica no mercado hipotecário”, bem como o lançamento do Revolut Mobile no Reino Unido e na Polónia, “tornando-se a primeira grande instituição financeira a oferecer um serviço de rede móvel dedicado”. Em inovação e segurança, houve ainda a introdução do Modo Rua e das chamadas integradas na aplicação “para reforçar a proteção das contas”.
Para 2026, a Revolut reitera a sua ambição de ser um “banco verdadeiramente global”. Neste sentido, sublinha os avanços regulatórios, com a conquista de licenças bancárias no México e no Reino Unido e a submissão de pedido de licença bancária nos EUA.
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