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Lucro do Crédito Agrícola cai 23,3% para 172,2 milhões no primeiro semestre

Margem financeira do Crédito agrícola caiu mais de 16% para 333,5 milhões. Rácio de eficiência sofre deterioração de 8,5 pontos percentuais.

27 Ago 2025 - 10:20

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Sérgio Raposo Frade, presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto: CA

Sérgio Raposo Frade, presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto: CA

O Crédito Agrícola divulgou, nesta quarta-feira, os seus resultados referentes ao primeiro semestre do ano, tendo obtido um lucro de 172,2 milhões de euros. O banco vê, assim, o resultado cair 23,3% face ao período homólogo, altura em que alcançou um lucro de 224,4 milhões. Segundo a informação avançada, o ROE na primeira metade do ano foi de 11,8%, uma queda anual de 5,9 pontos percentuais (pp).

A margem financeira do Crédito Agrícola sofreu uma contração de 16,4%, caindo para 333,5 milhões. Esta descida está em linha com o resto do mercado, dada a trajetória descendente das taxas de referência do Banco Central Europeu. O produto bancário ‘core’, revela a instituição, sofreu uma quebra de 10,2%, totalizando 467,7 milhões. A compensar a menor margem estiveram o crescimento na vertente dos seguros – mais 18,6%, num total de 8,7 milhões – e 3,8 milhões em comissões líquidas, um aumento de 5,1%.

Em termos de custos, o Crédito Agrícola viu uma subida de 6,9% para 234,7 milhões de euros. Este aumento deve-se sobretudo aos maiores gastos com pessoal, que tiveram um incremento de 9,3%, justifica. O rácio de eficiência sofreu uma deterioração de 8,5 pp, fixando-se em 50,5%.

A carteira de crédito da instituição cresceu 10,9%, ascendendo a 13,43 mil milhões. Já os recursos totais de clientes subiram 8,5% para 25,03 mil milhões de euros.

O Crédito Agrícola continua a sua demanda de diminuição do rácio NPL. Este cifrou-se em 4,3% no final de junho, o que equivale a uma redução de 2,2 pp face ao ano anterior. Ainda assim, o banco está acima da média dos restantes pares nacionais neste parâmetro.

O presidente do Grupo Crédito Agrícola, Sérgio Raposo Frade – que tomou posse recentemente para suceder a Licínio Pina, que esteve 12 anos no cargo – realçou precisamente a “melhoria da qualidade dos seus ativos”, verificada pelo ‘upgrade’ ao ‘baseline credit assessment’ da Moody’s, argumenta. “Este ‘upgrade é um marco importante no reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo grupo, para a estratégia de financiamento de ativos e posicionamento institucional”, acrescenta.

No que diz respeito à solvabilidade e capitalização, o banco atingiu um rácio CET1 de 23,7%, acima dos 23,2% registados em junho de 2024. Já o LCR fixou-se em 372,3%, uma redução de 32,5 pp.

Contrariamente à generalidade dos bancos portugueses, o Crédito Agrícola tem agora mais uma agência do que há um ano, mantendo-se como a entidade do setor com maior representação física no país.

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