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Lucro do HSBC cai 28% até setembro devido ao caso Madoff
As receitas do HSBC caíram 4,4%, mas a receita líquida de juros aumentou 4,3%. O banco enfrenta processos legais e considera transformações internas.
28 Out 2025 - 10:15
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O HSBC anunciou nesta terça-feira uma queda de 27,9% no lucro líquido entre janeiro e setembro, em termos anuais, causada, entre outros fatores, pelas despesas no caso Madoff. O lucro líquido totalizou 16,4 mil milhões de dólares (14,04 mil milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, de acordo com uma comunicação enviada à Bolsa de Valores da região semiautónoma chinesa de Hong Kong, onde o HSBC está cotado.
Na declaração, o maior banco da Europa recorda que a queda dos lucros reflete uma comparação com um período de 2024 em que teve um lucro extraordinário de 3,6 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros), com a venda de empresas no Canadá e na Argentina. Pelo contrário, este ano o HSBC sofreu perdas de 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) após a redução da participação no banco estatal chinês Bank of Communications.
Além disso, o banco teve de reservar 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) para questões legais, principalmente devido a um processo no Luxemburgo sobre o maior esquema de pirâmide da história. Embora ainda vá recorrer de partes da decisão, o HSBC anunciou na segunda-feira uma reserva de 1,1 mil milhões de dólares (949 milhões de euros) face às incertezas sobre o potencial impacto financeiro desta ação judicial, intentada em 2009 pelo Herald Fund SPC, por alegadamente não o ter protegido da fraude orquestrada pelo banqueiro norte-americano Bernie Madoff.
Na declaração de rendimentos, o HSBC também revelou que as receitas caíram 4,4% nos primeiros três trimestres, para 51,9 mil milhões de dólares (44,5 mil milhões de euros). Excluindo receitas extraordinárias obtidas no período homologo, o banco disse que as receitas cresceram 4,8%.
A receita líquida de juros aumentou 4,3%, para 25,6 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros), em parte devido a custos de financiamento mais baixos, que amorteceram o efeito da descida das taxas de juro. Já a margem de juro líquida – a diferença entre os juros obtidos e os juros pagos aos clientes pelos depósitos – manteve-se em 1,57%, o mesmo nível de há um ano.
O diretor executivo do Grupo, Georges Elhedery, falou de “progressos positivos”, apesar das rubricas extraordinárias acima mencionadas, e reiterou determinação em transformar o HSBC num “banco simples, mais ágil e mais centrado”.
As ações do HSBC na Bolsa de Valores de Hong Kong subiam 1,08% até ao intervalo da sessão desta terça-feira, durante o qual o banco divulgou a declaração de rendimentos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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