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Margem financeira e provisões fazem lucro do Crédito Agrícola cair 34% para 289 milhões
O Crédito Agrícola viu a margem financeira reduzir-se em 16,3%, enquanto as provisões aumentaram 62,8 milhões.
05 Mar 2026 - 12:01
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Sérgio Raposo Frade, presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto: CA
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Sérgio Raposo Frade, presidente do Grupo Crédito Agrícola | Foto: CA
O Crédito Agrícola revelou, nesta quinta-feira, que obteve um lucro de 289 milhões de euros em 2025, o que equivale a uma quebra de 34% face ao ano anterior. De acordo com a informação adiantada pelo banco, este resultado surge devido à queda da margem financeira e ao aumento das provisões.
A instituição registou um produto bancário de 938,2 milhões, baixando 11,2% face a 2024. A margem financeira caiu 16,3% em comparação com o período homólogo, totalizando 655,4 milhões. Os resultados de contratos de seguros tiveram uma diminuição de 15,9% para 97,2 milhões. No sentido oposto, as comissões líquidas subiram 5,2%, ascendendo a 167,1 milhões.
No lado das despesas, o Crédito Agrícola reportou custos de estrutura de 489,6 milhões, mais 6,7% do que no ano anterior. Esta subida, explica o banco, está maioritariamente relacionada com maiores custos com pessoal, que cresceram 6,9%.
Já as imparidades e provisões subiram de 1,5 milhões em 2024 para 64,3 milhões em 2025. Esta subida nas imparidades, justifica o banco em comunicado, dá-se devido ao aumento em 50 pontos base do custo do risco de crédito, para 0,31%, que se deve “à revisão da componente de análise individual em imparidades da carteira de crédito, bem como a incorporação de riscos futuros ao nível da incerteza macroeconómica e geopolítica que condicionam o comércio internacional”.
Por outro lado, o Crédito Agrícola viu os impostos baixar 37,5% face a 2024, totalizando 93,9 milhões.
A carteira de crédito cresceu 7,9% para 13,75 mil milhões, enquanto os depósitos de clientes subiram 8,2% para 23,82 mil milhões. O rácio NPL do Crédito Agrícola caiu 0,9 pp para 3,7%, no final de 2025.
O ROE do banco situou-se em 9,7%. Por sua vez, o rácio CET1 do grupo ascendeu a 23%, menos 1 pp do que no final de 2024.
O presidente do Grupo Crédito Agrícola, Sérgio Raposo Frade, destaca a consolidação das quotas de mercado do banco nos créditos e depósitos e salienta o impacto negativo das taxas de juro em queda, bem como da “incerteza macroeconómica e geopolítica, decorrente das tensões geopolíticas e do agravamento das tarifas alfandegárias”.
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