3 min leitura
Máximo dos Santos deixa administração do Banco de Portugal no final do mês
Atual vice-governador, vai também abandonar a presidência do Fundo de Resolução e do Fundo de Garantia de Depósitos
12 Out 2026 - 12:57
3 min leitura
Luís Máximo dos Santos presidente do Fundo de Garantia de DepósitosFoto Banco de Portugal
Mais recentes
- Ouriço substitui Churchill nas libras inglesas
- Andrew Bailey alerta para a necessidade urgente de reforçar a supervisão dos criptoativos
- BCE redefine critérios para a «segunda divisão» da banca europeia
- Federação Europeia de Investidores quer Contas Poupança Investimento interoperáveis e portáteis em toda a UE
- EBA fiscaliza 129 bancos à luz das novas regras do Regulamento dos Requisitos de Fundos Próprios
- A próxima geração de clientes herda o património, mas não o gestor dos pais
Luís Máximo dos Santos presidente do Fundo de Garantia de DepósitosFoto Banco de Portugal
Luís Máximo dos Santos vai deixar a administração do Banco de Portugal (BdP) no final deste mês, onde exerce atualmente funções de vice-governador, segundo uma fonte oficial do banco central. Membro do Conselho de Administração desde junho de 2016, Máximo dos Santos cessará funções a 31 de outubro.
A fonte oficial do BdP não indicou o motivo da saída de Máximo dos Santos, que tem a seu cargo o Departamento Jurídico, o Departamento de Resolução e o Departamento de Averiguação e Ação Sancionatória.
É também presidente do Fundo de Garantia de Depósitos (cargo em que viu renovado o seu mandato em outubro de 2025 por mais três anos) e do Fundo de Resolução, entidade responsável pelo financiamento de medidas de resolução bancária, como aconteceu nos casos do Banco Espírito Santo (BES) e do Banif.
Em virtude das regras internas do Banco de Portugal ao sair do Conselho de Administração Máximo dos Santos é também afastado da liderança do Fundo de Garantia de Depósitos e do Fundo de Resolução.
Enquanto responsável pela entidade de resolução bancária, Máximo dos Santos teve, nos últimos anos, uma intervenção relevante nas decisões relacionadas com a gestão do dossiê do Novo Banco, criado para receber os ativos considerados não problemáticos do BES aquando da resolução deste, em agosto de 2014.
A sua intervenção esteve relacionada tanto com o acordo de recapitalização do Novo Banco, ao abrigo do qual o Fundo de Resolução injetou 3.405 milhões de euros na instituição — operação que suscitou várias polémicas políticas e mediáticas devido à utilização de fundos públicos —, como com a participação acionista do próprio Fundo de Resolução no banco. Em abril passado, o Novo Banco foi vendido ao grupo francês BPCE, incluindo a participação detida pelo Fundo de Resolução.
Nascido em 1961, Luís Máximo dos Santos é licenciado e mestre em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Ingressou no Banco de Portugal em 1992.
Entre 2014 e 2016, foi presidente do Banco Espírito Santo, após a resolução da instituição, por designação do Banco de Portugal. Presidiu também à Comissão Liquidatária do Banco Privado Português entre 2010 e 2016, por designação do Tribunal do Comércio de Lisboa, sob proposta do Banco de Portugal.
Ao longo do seu percurso como administrador do Banco de Portugal, Máximo dos Santos trabalhou sob a liderança de três governadores: Carlos Costa, Mário Centeno e Álvaro Santos Pereira, o atual titular do cargo.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Ouriço substitui Churchill nas libras inglesas
- Andrew Bailey alerta para a necessidade urgente de reforçar a supervisão dos criptoativos
- BCE redefine critérios para a «segunda divisão» da banca europeia
- Máximo dos Santos deixa administração do Banco de Portugal no final do mês
- Federação Europeia de Investidores quer Contas Poupança Investimento interoperáveis e portáteis em toda a UE
- A próxima geração de clientes herda o património, mas não o gestor dos pais