Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Ministros das Finanças do euro votam amanhã o novo presidente do Eurogrupo

O ministro da Economia grego e o vice-primeiro-ministro belga candidatam-se à sucessão do irlandês Paschal Donohoe.

10 Dez 2025 - 10:12

3 min leitura

Paschal Donohoe, presidente do Eurogrupo | Foto: Conselho da UE

Paschal Donohoe, presidente do Eurogrupo | Foto: Conselho da UE

Os ministros das Finanças da zona euro vão votar amanhã o novo presidente do Eurogrupo, após a saída do irlandês Paschal Donohoe, cargo ao qual concorrem governantes da Grécia e da Bélgica.

Até ao prazo de apresentação de candidaturas, dois ministros (ambos de centro-direita) oficializaram a sua intenção de assumir a presidência do Eurogrupo: o ministro da Economia e das Finanças da Grécia, Kyriakos Pierrakakis, e o vice-primeiro-ministro e ministro do Orçamento, responsável pela Simplificação Administrativa da Bélgica, Vincent Van Peteghem.

O ministro português das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, chegou a constar da lista do Partido Popular Europeu para também concorrer ao cargo, mas decidiu não o fazer para evitar criar divisões internas na bancada de centro-direita, segundo indicaram à Lusa fontes ligadas ao processo.

A votação surge depois de o até agora presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, ter deixado, no final de novembro, o cargo que ocupava desde 2020 e para o qual tinha sido recentemente reeleito, para assumir funções como diretor executivo do Banco Mundial.

Paschal Donohoe foi eleito presidente do Eurogrupo pela primeira vez em julho de 2020 e reeleito em dezembro de 2022 e em julho de 2025. Sucedeu no cargo a Mário Centeno, que presidiu ao órgão informal, enquanto ministro das Finanças de Portugal, entre janeiro de 2018 e julho de 2020.

Num comunicado divulgado em Bruxelas, Paschal Donohoe descreveu a “oportunidade de exercer o cargo de presidente do Eurogrupo” como “uma das maiores honras” da sua vida profissional, recordando desafios como a pandemia de covid-19, a inflação recorde devido à guerra na Ucrânia e as novas prioridades comunitárias.

Entretanto, o ministro das Finanças de Chipre, Makis Keravnos, assume as funções de presidente interino do Eurogrupo, dada a presidência cipriota do Conselho da UE no primeiro semestre de 2026.

Qualquer ministro responsável pelas Finanças de um país da zona euro pode ser eleito presidente do Eurogrupo, sendo que o candidato deve ser membro efetivo do organismo no momento da eleição.

O presidente do Eurogrupo preside às reuniões, estabelece as respetivas ordens de trabalhos, elabora o programa de trabalho a longo prazo e representa o Eurogrupo nas instâncias internacionais.

Os membros deste organismo elegem o seu presidente para um mandato de dois anos e meio por maioria simples, ou seja, com pelo menos 11 dos 20 votos.

Se nenhum dos candidatos obtiver essa maioria simples no final da primeira volta, os candidatos terão então a oportunidade de retirar a sua candidatura, decorrendo novas votações até que seja alcançada a maioria necessária.

O Eurogrupo é um órgão informal criado em 1997 e composto pelos ministros dos Estados-membros da moeda única, para a coordenação estreita das políticas económicas.

Agência Lusa
Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade