Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Miranda Sarmento: “Cuidado se virem a minha cara na internet!”

O ministro das Finanças dá uma aula numa escola secundária de Lisboa e afirma que já pediu aos serviços secretos para investigarem as fraudes financeiras online e desaconselha o investimento em criptomoedas.

31 Out 2025 - 13:55

4 min leitura

Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças | Foto: Governo de Portugal

Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças | Foto: Governo de Portugal

O ministro de Estado e das Finanças assinalou nesta sexta-feira o Dia da Poupança dando uma aula a alunos de uma escola secundária de Lisboa, onde explicou as melhores formas de investir o dinheiro, evitando erros e fraudes. “Cuidado com o que encontram na internet, sobretudo se virem a minha cara em alguns anúncios — é mentira. Já pedi à Polícia Judiciária e ao SIS (Serviço de Informações de Segurança) que tentassem travar isso, mas é quase impossível”, alertou, referindo-se às fraudes online.

Joaquim Miranda Sarmento falou perante cerca de 150 alunos do 11.º ano da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa. O ministro das Finanças, de 47 anos, frequentou a mesma escola durante o ensino secundário e, dirigindo-se aos alunos, lembrou que todos os investimentos estão sujeitos a impostos. “Só há duas coisas certas na vida: a morte e o pagamento de impostos. Portanto, todos os investimentos que vocês fizerem pagam impostos”, disse.

No início da aula, o ministro explicou os conceitos básicos sobre investimentos, abordando a inflação, o valor temporal do dinheiro, o custo de oportunidade e a relação entre risco e retorno.

De seguida, explicou o funcionamento do sistema bancário e destacou que a “melhor coisa” que os jovens podem fazer para poupar é colocar parte do dinheiro amealhado em depósitos a prazo e o restante em fundos, ações e obrigações.

“Pensem em poupar numa lógica de médio e longo prazo. Pensem no que gostariam de fazer daqui a dois anos, ou a partir dos 18 anos: conduzir, viajar mais… e no dinheiro que precisam para isso. Reflitam sobre quanto conseguem poupar todos os meses e, sobretudo, aproveitem os momentos em que recebem mais — nos aniversários e no Natal”, aconselhou o ministro.

Por outro lado, alertou que é preciso assumir sacrifícios, pois não se pode comprar tudo, e acrescentou que é mais fácil “negociar” com os pais quando se tem algum dinheiro poupado.

Incentivou ainda os alunos a pensarem em produtos bancários diversificados: “A melhor opção que têm é abrir uma conta num banco e aplicar uma parte em produtos que possam ter mais retorno — depósitos e fundos. Cuidado com o risco. Assumam algum risco, mas não em demasia. Cuidado com as fraudes na internet e estudem bastante.”

No final da aula, um aluno perguntou ao ministro se “vale a pena investir em criptomoedas”. A resposta foi clara: não. “Se estivesse aqui o meu secretário de Estado do Orçamento, ele diria entusiasticamente que sim (…) porque é um investidor acérrimo em criptomoedas. A minha sugestão é que não invistas mais do que 1% ou 2% do dinheiro que tenhas”, respondeu o ministro das Finanças, dirigindo-se ao aluno do 11.º ano.

Para Joaquim Miranda Sarmento, quem investiu em criptomoedas nos últimos anos ganhou dinheiro, mas trata-se de “uma bolha”, já que os ativos tendem a valorizar-se sem uma razão económica subjacente.

O ministro frisou também a importância do estudo para o futuro dos jovens, independentemente da escola que frequentem, e criticou as listas de classificação dos estabelecimentos de ensino: “Fala-se muito dos rankings das escolas. São completamente irrelevantes, porque a jornada é feita por cada um de vocês. Eu estudei nesta escola, sou professor universitário e sou ministro de Estado e das Finanças”, afirmou.

Miranda Sarmento destacou ainda que os jovens de hoje têm acesso a toda a informação disponível e “um campo de oportunidades muito maior” do que no passado, incluindo a possibilidade de estudar no estrangeiro.

Para assinalar o Dia da Poupança, decorreram em escolas de todo o país várias iniciativas sobre literacia financeira, com a participação de membros do Governo, académicos e dirigentes de instituições. Além do ministro das Finanças, também o governador do Banco de Portugal participou numa sessão numa escola secundária de Coimbra.

Agência Lusa
Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade