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Moçambicano Moza Banco com prejuízos de 2 milhões de euros no primeiro semestre
Antes de impostos, o banco apresentou resultados de um milhão de euros, mas o pagamento do Imposto sobre Rendimentos das Pessoas Coletivas - Taxa Liberatória atirou o desempenho para o 'vermelho'.
20 Ago 2025 - 07:54
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O moçambicano Moza Banco, intervencionado em 2016, registou prejuízos de quase 149,6 milhões de meticais (dois milhões de euros) no primeiro semestre do ano, após lucros no mesmo período de 2024, indicam as contas da instituição.
De acordo com o relatório das demonstrações financeiras intercalares divulgadas pelo banco, um dos cinco maiores do país, consultadas pela Lusa, o desempenho surge depois de resultados líquidos positivos de quase 11,3 milhões de meticais (150 mil euros) nos primeiros seis meses de 2024.
Antes de impostos, o banco até apresentou resultados positivos, de 80 milhões de meticais (um milhão de euros), mas o pagamento de 230,5 milhões de meticais (três milhões de euros) de Imposto sobre Rendimentos das Pessoas Coletivas – Taxa Liberatória, relativa ao primeiro semestre, atirou o desempenho até junho para o ‘vermelho’.
O ativo do banco aumentou para 64.996 milhões de meticais (868,2 milhões de euros) até 30 de junho, incluindo o recuo nos empréstimos a clientes, para 19.218 milhões de meticais (256,7 milhões de euros). Já o passivo total diminuiu ligeiramente, para 55.419 milhões de meticais (740,2 milhões de euros), nomeadamente 49.325 milhões de meticais (659 milhões de euros) em depósitos, que cresceram 3%, neste caso face ao final de dezembro.
Em 2016, o Moza passou a ser liderado pela sociedade gestora do fundo de pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique, quando tinha o português Novo Banco, sucessor do Banco Espírito Santo, como um dos principais acionistas (49%).
O Moza Banco é detido em 66% pela Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco central de Moçambique, seguindo-se a Arise B.V., com 30,7%, entre outros acionistas.
O banco já tinha registado resultados negativos no total do ano passado, pela primeira vez desde 2022, de 103,8 milhões de meticais (1,4 milhões de euros) devido a “desafios conjunturais”, anunciou a instituição, no final de abril.
Esse desempenho do banco, que vinha de dois anos consecutivos com resultados positivos, foi consequência de “desafios conjunturais”, destacando-se a manutenção das reservas obrigatórias e um período prolongado de instabilidade económica e social, referiu então a instituição, em nota enviada à Lusa.
Os resultados brutos estiveram situados em 1,2 mil milhões de meticais em 2024 (17 milhões de euros) e o banco viu o número de clientes crescer em 8%, para 262.864, até final de 2024.
O banco vinha com dois anos consecutivos a apresentar lucros, depois do resultado líquido positivo de 108,8 milhões de meticais (1,5 milhões de euros) em 2023, 90,1 milhões de meticais (1,3 milhões de euros) em 2022, que então inverteu os prejuízos – que se acumulavam desde 2016 – de 1.381 milhões de meticais (20,2 milhões de euros) no exercício de 2021.
No final de 2023, o banco operava com 63 unidades de negócio em todo o país e 943 trabalhadores.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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