3 min leitura
Mota-Engil com financiamento de 181 milhões do Grupo Banco Mundial para operações em África
Financiamento da Mota-Engil vai ser canalizado para projetos mineiros na África do Sul, Senegal e Guiné, bem como grandes projetos ferroviários.
23 Dez 2025 - 16:45
3 min leitura
Foto: Mota-Engil
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
Foto: Mota-Engil
A construtora portuguesa Mota-Engil anunciou nesta terça-feira que assegurou um financiamento de 214 milhões de dólares da Corporação Financeira Internacional (IFC), o braço do Banco Mundial para o setor privado, para apoiar as operações em África. “O financiamento [de um valor equivalente a 181 milhões de euros] apoiará a expansão e execução de projetos mineiros transformadores na África do Sul, Senegal e Guiné, bem como grandes projetos ferroviários, incluindo o corredor ferroviário Kano – Maradi na Nigéria e o corredor ferroviário Lobito em Angola, ao mesmo tempo que fortalece as operações mais amplas da Mota-Engil em todo o continente”, lê-se no comunicado enviado à Lusa.
No texto, a Mota-Engil acrescenta que “o novo financiamento permitirá adquirir equipamentos de construção e mineração de última geração, aumentando a eficiência operacional e integrando a sustentabilidade, um pilar estratégico central, em todas as fases da execução do projeto”.
Citado no comunicado, o presidente do conselho e diretor executivo da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, afirma que “ter um parceiro de longo prazo do calibre da IFC traz não só força financeira, mas, acima de tudo, adicionalidade estratégica, desde a sua experiência em desenvolvimento até aos padrões ambientais e sociais, e a sua capacidade de catalisar mais investimento nas operações e iniciativas da Mota-Engil”.
O diretor-geral da IFC afirma, por seu turno, que a parceria com a empresa portuguesa, que está presente em África há mais de 80 anos, “reforça a sua capacidade de mobilizar capital internacional para projetos complexos e de grande escala que proporcionam valor económico duradouro e impacto social positivo” e acrescenta que esta parceria “ajudará a desbloquear o potencial de África ao financiar equipamentos críticos para operações ferroviárias e mineiras, impulsionando o comércio, criando empregos e fortalecendo a integração regional”.
Entre os vários projetos, Makhtar Diop destacou o corredor do Lobito, uma iniciativa que vai ligar o porto do Lobito às províncias ricas em minérios da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através da restauração e expansão de linha férrea já existente. “Restaurar o corredor ferroviário da República Democrática do Congo até ao Porto de Lobito, em Angola, é uma oportunidade transformadora; um corredor revitalizado pode reduzir os custos de transporte, catalisar uma atividade económica diversificada e ligar a região de forma mais competitiva aos mercados globais”, concluiu o responsável.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais