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Novo Banco com lucro estável de 610,5 milhões entre janeiro e setembro

O Novo Banco registou um lucro de 175,6 milhões no trimestre, uma queda de 26,9%. A margem financeira caiu 6,5%, mas as receitas com comissões subiram 10,7%.

30 Out 2025 - 10:03

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Mark Bouke, CEO do Novo Banco

Mark Bouke, CEO do Novo Banco

O Novo Banco chegou ao final de setembro com um lucro acumulado de 610,5 milhões de euros. O valor é praticamente igual ao do período homólogo, tendo subido apenas 100 mil euros. Considerando apenas o terceiro trimestre, o lucro foi de 175,6 milhões, o que equivale a uma queda de 26,9% face ao trimestre homólogo.

O banco conseguiu, ao longo dos nove meses, um RoTE de 21,6%, segundo informa em comunicado.

A instituição registou um produto bancário de 1,17 mil milhões até setembro, mais 1% do que nos mesmos meses de 2024. A margem financeira, por sua vez, cai 6,5% para 886,3 milhões, em linha com o esperado devido à queda dos juros do Banco Central Europeu. Por outro lado, a receita com comissões acelerou 10,7% para 266,1 milhões, compensando parcialmente a queda dos juros.

Do lado dos custos operacionais, o Novo Banco viu estes aumentar 5% entre setembro de 2024 e setembro 2025 para 384,2 milhões. Em sentido contrário, o banco teve uma redução nas imparidades e provisões de 44%, totalizando 60,3 milhões. Já os impostos mais do que duplicaram para 82,3 milhões.

Segundo os dados revelados pela instituição nesta quinta-feira, o rácio de eficiência 35,1%, contra 33,2% do ano de 2024. O Novo Banco sublinha que, “excluindo os custos de carácter extraordinário com o processo de venda” da empresa, o rácio ficaria em 33,7%.

Olhando para a carteira de crédito bruto do banco, esta cresceu 7,7% em relação ao terceiro trimestre de 2024, ascendendo, em setembro de 2025, a 30,6 mil milhões. O Novo Banco informa ainda que, do total de crédito concedido, 58% é para empresas, 35% é crédito à habitação e 7% é crédito ao consumo e outros.

Sobre a qualidade do crédito, o banco revela que o rácio NPL se situava, no final de setembro, em 3,2%, mantendo a trajetória descendente e ficando 0,8 pontos percentuais abaixo do valor registado um ano antes.

Os recursos de clientes, por sua vez, aumentaram, em termos homólogos, 7,6% para 35,8 mil milhões.

No que diz respeito à liquidez, o LCR do Novo Banco era, a 30 de setembro, 141%, menos 23 pontos percentuais do que um ano antes. Já o NSFR manteve-se estável em 117%.

No domínio da capitalização, o Novo Banco registou um rácio CET1 de 16,9%, o que fica 3,9 pontos percentuais abaixo do valor apresentado em dezembro de 2024.

O CEO, Mark Bourke, salienta que o modelo de negócio do banco o mantém alinhado com os objetivos estabelecidos para o ano. “Em paralelo, a operação com o Grupo BPCE segue o normal nos processos regulatórios, com ambas as partes focadas na conclusão da transação esperada para a primeira metade de 2026. Esta operação irá reforçar a nossa capacidade de inovar, crescer e apoiar as famílias e empresas portuguesas”, acrescenta.

O BPCE anunciou em junho a compra do Novo Banco por 6,4 mil milhões de euros. O acordo de venda com o Ministério das Finanças e o Fundo de Resolução deu-se nesta quarta-feira. Ao mesmo tempo, a instituição portuguesa era alvo de buscas da polícia judiciária.

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