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Novo presidente do BPF quer aposta na digitalização e celeridade nos processos
O BPF quer ser motor de investimento em Portugal, apoiar todos os setores e facilitar acesso a garantias. Parcerias internacionais estão a ser planeadas.
17 Fev 2025 - 15:49
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Foto: Banco Português de Fomento
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O novo presidente do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, defendeu nesta segunda-feira que o banco não pode demorar “meses a dar resposta aos empresários”. “Queremos ter um banco digital com processos, com tecnologia, com inteligência artificial, com automação, com robotização e, sobretudo, com rapidez no nível de serviços. Não é tolerável que um banco com as nossas responsabilidades demore meses a dar resposta aos empresários”, disse Gonçalo Regalado na apresentação do plano de ação do BPF, em Cascais.
Gonçalo Regalado apontou que o objetivo da nova administração do BPF é “ser o motor do investimento em Portugal” através das garantias mútuas para o investimento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Fundo Europeu de Investimento (FEI).
O novo presidente do banco, que a par do novo ‘chairman’, Carlos Leiria Pinto, substituíram, respetivamente, Ana Carvalho e Celeste Hagatong, garantiu que não pretende fazer escolhas por dimensão ou setor. “Vamos trabalhar com todas e com todos os setores para que a nossa economia sinta, no seu banco, um banco de suporte ao seu investimento”, garantiu, mostrando vontade em ser “um braço de apoio ao financiamento de muito longo prazo” através dos instrumentos de política pública do Estado.
O BPF disse estar a fechar uma parceria com um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos e que há vontade em fechar “duas ou três” parcerias internacionais até ao final do ano. “Já estamos a olhar para outras geografias e vamos fazê-lo até ao final do ano. Se conseguirmos este ano fechar duas a três, seria absolutamente notável, porque, na verdade, estamos a começar do zero”, afirmou.
Gonçalo Regalado disse ainda que um dos objetivos do BPF passa por também permitir a bancos médios acederem a garantias do FEI, dizendo que, em 6,5 mil milhões de euros, metade será acedido através dos cinco maiores bancos em Portugal, e os restantes por bancos mais pequenos. A administração do banco pretende cumprir estas metas até ao verão para permitir que “qualquer empresário, escolhendo o seu banco, possa ter acesso a uma garantia do FEI”.
Questionado sobre prazos, Gonçalo Regalado disse que a equipa da administração tem experiência no setor bancário e que a expectativa é grande. “Sabemos bem que a expectativa é grande, sabemos bem que o risco é grande, mas também sabemos fazer”, disse, tendo ainda destacado a importância do banco.
“Perguntem aos empresários se não vale a pena ter o dobro do financiamento a metade do preço. É isso que faz o Banco de Fomento nas garantias”, explicou, defendendo que a proposta de valor “é muito forte”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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