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Países com maior peso nas carteiras de títulos de seguradoras e fundos de pensões têm ‘score’ ambiental positivo

Portugal destaca-se entre os emitentes em dois dos três pilares considerados no relatório da ASF.

02 Fev 2026 - 17:53

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Foto: Adobe Stock/Leonid

Foto: Adobe Stock/Leonid

O ‘score’ ambiental global da carteira de títulos de dívida soberana das seguradoras e fundos de pensões portugueses, em 2024, apresentou uma ligeira melhoria, subindo de 6 para 6,2. Este resultado, divulgado no Relatório Anual de Exposição ao Risco Climático da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), mantém a carteira no limite inferior do quarto patamar – o segundo melhor de um total de cinco – usado pela Bloomberg, de onde a ASF recolhe os seus dados.

Os países considerados na análise da ASF representam 87% da carteira de emitentes soberanos. São eles Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Bélgica e Países Baixos.

A avaliação do ‘score’ divide-se em três componentes: transição carbónica, transição do setor energético e transição da política climática. Portugal conseguiu uma pontuação global de 6,1, mais 0,2 do que no ano anterior devido à “reavaliação em alta no pilar da transição do setor energético demonstrando o caminho percorrido em direção à descarbonização e modernização do setor energético”. Portugal continua, assim, acima da média europeia.

Por sua vez, a Alemanha é o único dos cinco países com maior peso a ter uma pontuação global abaixo da média da União Europeia. Esta discrepância entre os dois países nota-se mais especificamente na componente da transição carbónica, onde “Portugal continua a demonstrar um nível bastante reduzido comparativamente aos restantes países considerados na presente análise, enquanto, no polo oposto, mantém-se a Alemanha, que gera emissões cerca de seis vezes superiores à média europeia”, destaca a ASF.

Mesmo olhando para as emissões per capita ou à escala do PIB, Portugal continua a bem posicionado, enquanto a Alemanha se mantém na pior posição, aqui acompanhada pela Bélgica. Assim, o relatório conclui que a exposição dos setores segurador e dos fundos de pensões aos emitentes considerados e à sua transição para a neutralidade carbónica é moderada.

Na transição do setor energético, Portugal volta a destacar-se, sendo, “no seio dos países representados, a jurisdição com maior recurso a energias renováveis”. Segundo os dados apresentados no relatório, Portugal aparece com uma distribuição da capacidade energética de cerca de 85% para as energias renováveis e o restante para a energia fóssil.

No lado oposto, os países com maior recurso a fontes de energia fósseis são Itália, Alemanha e Países Baixos. Já França, Bélgica e Espanha juntam-se a Portugal como menores utilizadores de recursos fósseis, mas maior dependência de energia nuclear.

No campo da transição da política climática, “é possível concluir que a maioria dos soberanos representados nas carteiras de ativos apresentam classificações acima da média da União Europeia em sede de políticas climáticas adotadas”, realça o relatório da ASF. Contudo, note-se que este é o único pilar em que Portugal surge mal posicionado, com um ‘score’ ligeiramente acima de 3, quando a média europeia está perto de 5 e quatro dos outros seis emitentes têm pontuações iguais ou superiores a 6.

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