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Panetta: “A IA pode ser um instrumento poderoso para avançar na missão do Banco Mundial”

O governador do Banco de Itália defende que o Banco Mundial deve investir em infraestruturas essenciais ao crescimento desta tecnologia nos países em desenvolvimento.

15 Out 2026 - 17:21

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Fabio Panetta governador do Banco de ItáliaFoto Linkedin do Banco de Itália

Fabio Panetta governador do Banco de ItáliaFoto Linkedin do Banco de Itália

O governador do Banco de Itália, Fabio Panetta, apelou, nesta quinta-feira, ao Banco Mundial para investir e concretizar o potencial da Inteligência Artificial (IA) nos países em desenvolvimento. O líder do banco central acredita que “a IA pode ser um instrumento poderoso para avançar na missão do Banco Mundial”.

Com base num relatório do próprio Banco Mundial, Panetta reforça, num discurso proferido nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, que a adoção generalizada desta tecnologia pode aumentar o crescimento potencial em 0,8 pontos percentuais por ano.

Assim, o governador do Banco de Itália defende que a organização investir em infraestruturas digitais e energéticas, bem como em capital humano, e competências digitais, de forma a executar este plano. Mais ainda, argumenta, deve facilitar abordagens regionais em matéria de conectividade e identificar o conjunto adequado de políticas para gerir os riscos associados.

“Uma avaliação rigorosa do impacto será fundamental para reunir dados sobre os efeitos da IA no desenvolvimento e para orientar políticas eficazes”, ressalva.

Numa perspetiva mais abrangente, Panetta considera que “a mobilização de capital privado é essencial para alcançar um impacto no desenvolvimento em grande escala. Ao expandir o capital próprio, que se caracteriza pela paciência e pela capacidade de absorver riscos, e ao aprofundar o financiamento em moeda local e os mercados de capitais nacionais, o Banco Mundial pode canalizar o capital privado e a poupança nacional para o investimento produtivo, nomeadamente nas micro, pequenas e médias empresas, sem aumentar o peso da dívida externa dos países”.

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