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Particulares contrataram mais mil milhões em crédito à habitação em outubro
Subida do endividamento dos particulares continua a bater recordes, tendo atingido 8,1% em outubro.
22 Dez 2025 - 11:55
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O endividamento dos particulares não cede e registou um aumento de 8,1% em outubro – um novo recorde desde o início da série, em 2008 – devido, maioritariamente, ao crédito à habitação. No mês anterior, tinha subido 7,82%. Segundo os dados do Banco de Portugal (BdP), foram mais 1,2 mil milhões de euros de endividamento para as famílias portuguesas, com mil milhões atribuídos ao crédito à habitação, tal como no mês anterior.
O setor privado, em geral, aumentou a sua dívida em 1,4 mil milhões. As empresas privadas tiveram uma subida de 200 milhões, fruto de mais 700 milhões em dívida junto dos não residentes e menos 500 milhões perante o setor financeiro. Em relação ao mês homólogo, o endividamento das empresas aumentou 2,5%, tal como em setembro.
Por sua vez, o setor público viu o seu endividamento cair 10,1 mil milhões. O Banco de Portugal justifica que esta queda ocorreu, sobretudo, pelo vencimento de uma obrigação do Tesouro, que levou a uma redução da dívida perante o setor financeiro em 7,6 mil milhões e perante não residentes em 3,7 mil milhões.
Por outro lado, o endividamento do setor público perante as administrações públicas cresceu 1,3 mil milhões, essencialmente por via do acréscimo das responsabilidades em depósitos, de 500 milhões, e em empréstimos, também de 500 milhões, esclarece o banco central.
Quando comparado com outubro de 2024, realça o BdP, o endividamento do setor público subiu 21,5 mil milhões de euros, principalmente devido à emissão líquida de títulos de dívida, no valor de 12,3 mil milhões, e ao aumento das responsabilidades do Tesouro, em 6,6 mil milhões.
Em geral, o setor não financeiro teve uma redução do endividamento em 8,7 mil milhões, totalizando 857,7 mil milhões. Deste valor, 479,4 mil milhões dizem respeito ao setor privado e 378,3 mil milhões pertencem ao setor público.
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