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Portugueses refreiam compras online por impulso
Só 32% dos inquiridos dizem que vão comprar este ano, contra 43% em 2024. Parcelamento dos pagamentos (BNPL – Buy Now, Pay Later) começa a ganhar terreno
28 Nov 2025 - 08:30
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Foto: Frepik
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Os consumidores europeus demonstram uma atitude mais prudente em relação às compras por impulso. Segundo o relatório da Intrum, líder no setor de serviços de gestão de crédito na Europa, “apenas 30% dos europeus dizem fazer mais compras impulsivas agora do que há dois anos, representando uma descida significativa face aos 45% que deram essa mesma resposta no relatório do ano passado. Esta mudança de comportamento poderá refletir os efeitos prolongados do aumento do custo de vida, da inflação e das taxas de juro, que levaram muitos consumidores a rever prioridades e a planear melhor as suas despesas”.
Em Portugal, os dados mostram que a facilidade do comércio eletrónico continua a incentivar compras não planeadas, mas registam uma descida em linha com os restantes países europeus. Atualmente, apenas 32% dos consumidores portugueses afirmam fazer mais compras espontâneas online do que há dois anos, uma quebra relevante face aos 43% registados em 2024. Este decréscimo poderá indicar uma maior consciencialização para práticas de consumo sustentáveis.
As redes sociais, embora ainda influentes, começam também a perder força como motor de consumo imediato: 34% dos portugueses e europeus admitem ter feito compras por impulso após verem publicidade nestas plataformas. Por outro lado, 70% dos europeus consideram que as redes sociais promovem expectativas financeiras pouco realistas, percentagem que em Portugal sobe para 76%.
Outro aspeto relevante é a crescente popularidade das opções “compre agora, pague depois” (BNPL – Buy Now, Pay Later), com 28% dos europeus e 31% dos portugueses a afirmarem estar mais inclinados a realizar compras quando esta modalidade está disponível. Embora possa ser uma ferramenta útil na gestão de despesas, existem riscos associados, sobretudo quando utilizada para gastos não essenciais, podendo comprometer a estabilidade financeira a médio prazo.
Neste contexto, a Intrum alerta para a importância de adotar uma abordagem mais estratégica e consciente às compras desta Black Friday. Planear antecipadamente, elaborar listas de necessidades reais e evitar recorrer ao crédito para despesas não essenciais são passos fundamentais para proteger a saúde financeira. O entusiasmo gerado pelas promoções não deve sobrepor-se ao bom senso.
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