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Presidente do BFA acredita que procura superior à oferta do mostra apetite dos investidores

A procura por ações do Banco de Fomento Angola superou a oferta em mais de 500%. A operação, a maior na Bolsa de Dívida e Valores de Angola, atraiu investidores institucionais e não residentes.

30 Set 2025 - 15:37

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foto: BFA

foto: BFA

O presidente executivo do Banco de Fomento Angola (BFA) afirmou nesta terça-feira que a procura de ações do banco superou significativamente a oferta, sublinhando “o apetite” dos investidores e a confiança no mercado de capitais angolano. “Os nossos acionistas tinham como objetivo oferecer cerca de 220 mil milhões de kwanzas [206 milhões de euros]. O que veio a acontecer é que a procura excedeu esse número em mais de 500%, portanto a oferta foi superior a mais de 1,1 bilhões de kwanzas [mil milhões de euros] o que reforça o grande apetite que existia pelas ações do banco e por todo o trabalho feito ao longo destes anos”, afirmou Luís Gonçalves, durante a cerimónia simbólica do “Ring the bell” que assinalou o início da negociação em bolsa, em Luanda.

O responsável destacou que esta operação, a maior alguma vez realizada na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), representou também um marco pela entrada expressiva de investidores institucionais e, pela primeira vez, de não residentes, até aqui praticamente ausentes das anteriores operações de mercado.

“Mostra que o banco é um ativo acessível, mas também que existe muito mais confiança no mercado. É importante para que o mercado se torne mais fluído e para que outras empresas possam seguir este caminho”, acrescentou, realçando o impacto do reforço da presença dos investidores institucionais, como fundos de pensões, fundos de investimento e seguradoras. “Quando olhamos para outros mercados, são os principais investidores em capitais. E isto não existia. Ao surgirem nesta operação, mostram que o banco é acessível e que o mercado começa a atrair este tipo de investidores”, disse, considerando tratar-se de uma viragem para o setor.

O BFA colocou em bolsa 29,75% do capital social, sendo 15% disponibilizados pela Unitel e 14,75% pelo BPI, resultando num encaixe de 103 milhões de euros para o BPI, que reduziu a sua participação de 48,1% para 33,35%. Já a Unitel reduziu a sua posição de 51,9% para 36,9% e arrecadou 116 milhões de euros.

Para o gestor, a dispersão acionista alcançada, com participação de diferentes perfis de investidores e espalhada por todo o território, mostra que “o futuro do mercado de capitais em Angola pode agora ser mais vibrante do que já é”. O PCE do BFA salientou ainda que a entrada em bolsa “acrescenta responsabilidade”, com maior exigência regulatória, mas não altera a missão do banco. “O compromisso não muda: ser parceiro da economia, dos clientes e das comunidades. Cotar-se em bolsa significa apenas acrescentar novas responsabilidades”, frisou.

O banqueiro explicou que a OPV foi o culminar de quase um ano de preparação: “Esta parte final de venda durou pouco mais de 25 dias, mas o processo decorre desde setembro a outubro do ano passado. Hoje estamos apenas a testemunhar o momento de colocação em bolsa”.

Luís Gonçalves reconheceu que a dimensão e o modelo escolhido representaram um desafio: “A operação desafiou o próprio mercado porque era bastante expressiva em termos de montante, mas também porque, pela primeira vez, não foi colocada por um grupo restrito de colocadores, foi colocada pelo mercado como um todo, o que trouxe mais complexidade, mas acabou por ser um sucesso enorme”. O “Ring the bell” assinala formalmente o início da negociação das ações na BODIVA, que conta agora com cinco cotadas.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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