3 min leitura
Pressão sobre margem dos maiores bancos chineses pode levar a resultados mistos no 1.º semestre
O Industrial and Commercial Bank e o China Construction Bank preveem quedas de lucro, enquanto o Agricultural Bank e o Bank of China devem manter resultados.
26 Ago 2025 - 07:13
3 min leitura
Foto: Adobe Stock/vegefoxcom
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
Foto: Adobe Stock/vegefoxcom
Os quatro maiores bancos chineses, todos pertencentes ao Estado, preparam-se para um primeiro semestre de resultados mistos. A pressão sobre as margens financeiras destas instituições leva a previsões que são pouco favoráveis ou, no máximo, estáveis. De acordo com uma análise da S&P Global, o Industrial and Commercial Bank of China e o China Construction Bank Corp esperam um declínio no lucro de 1,7% e 2,3%, respetivamente. Já o Agricultural Bank of China e o Bank of China devem manter os seus resultados do ano anterior.
As previsões em questão foram partilhadas com a S&P Global por analistas. O Agricultural Bank of Chine deve apresentar um lucro de 15,5 mil milhões de euros no primeiro semestre, enquanto o Bank of China atingirá 12,7 mil milhões. Por sua vez, o China Construction Bank Corp vai ter um resultado de 19,3 mil milhões e o Industrial and Commercial Bank of China fixa-se em 19,7 mil milhões.
Estima-se que apenas o Bank of China tenha um crescimento na sua margem financeira, que será de apenas dois pontos base, de acordo com a S&P Global, totalizando 1,38%. Segundo informação recolhida junto de Iris Tan, uma analista da Morningstar, “a queda anual da margem financeira dos bancos deve diminuir significativamente no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, dado que o corte nas taxas de juro dos depósitos em maio foi maior do que nos empréstimos”.
O maior desafio para as instituições bancárias, aponta Tan, prende-se com a baixa procura por crédito, o que se verifica pela primeira contração em créditos denominados em yuan desde 2005, argumenta. “O subsídio ao crédito ao consumo recentemente anunciado e a recuperação do sentimento do mercado de ações A provavelmente vão impulsionar a procura de crédito até certo ponto, mas isso depende em grande parte da introdução de políticas pró-consumo, do acordo comercial entre os EUA e a China e das perspetivas de negócios no segundo semestre”, acredita Iris Tan.
Contudo, Tan defende que “a melhoria do sentimento do mercado de capitais e a recuperação do rendimento das obrigações no segundo trimestre também devem levar a um aumento das receitas com comissões e dos rendimentos investidos”.
A S&P Global recorda que a Cihna colocou 5% como objetivo de crescimento do PIB em 2025, o que está em linha com os dois últimos anos. Na primeira metade de 2025, o aumento foi de 5,3% e o índice CSI 300 está a subir mais de 12% neste ano. Ainda assim, a S&P Global alerta que uma reviravolta no mercado imobiliário e o impacto da guerra comercial podem ser “desafios-chave”.
Em termos de qualidade de crédito, as previsões indicam que esta se deve manter estável. O rácio NPL do China Construction Bank Corp deve manter-se em 1,34%, tal como nos seis meses anteriores. Já o Agricultural Bank of China pode assistir a uma redução de quatro pontos base, ficando em 1,25%. Por outro lado, o Bank of China e o Industrial and Commercial Bank of China podem ver os seus rácios subir um ponto base cada.
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais