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Provisões dos maiores bancos britânicos subiram 82% na primeira metade de 2025, arrastados pelo HSBC
O primeiro semestre do ano viu bancos britânicos com margens financeiras a crescer. Reguladores querem maior concessão de crédito, mas pode afetar a qualidade dos ativos.
07 Ago 2025 - 15:43
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O primeiro semestre do ano viu as instituições britânicas a manter um perfil rentável, com as margens financeiras a crescer, em geral. Uma análise da Morningstar DBRS demonstra que as maiores instituições bancárias do Reino Unido se mostraram resilientes, mas com um dado negativo notável: uma subida homóloga das provisões em 82%. Contudo, nota a agência de ‘rating’, uma grande parte desta alteração é responsabilidade do HSBC.
A DBRS teve em conta os resultados do Barclays, NatWest, HSBC e Lloyds Banking Group. No que diz respeito ao aumento de provisões, houve uma subida notável nos empréstimos de Fase 3 do HSBC, relacionados com imóveis comerciais em Hong Kong e com o negócio britânico, explica a DBRS. Nos outros três bancos, houve também um aumento das provisões, mas a um ritmo mais lento.
Os reguladores britânicos têm apelado a uma facilitação do crédito por parte dos bancos, de forma a tornar o acesso ao crédito à habitação para primeiras casas mais acessível. Contudo, a DBRS alerta que isto pode levar a deterioração da qualidade dos ativos ao longo do tempo. Citando um relatório da UK Financial Policy Committee, a agência de ‘rating’ relembra que nalgumas zonas do país as condições para obter créditos tornaram-se mais leves, mas não ao ponto de as vulnerabilidades causarem um choque.
Rentabilidade e margens sólidas
Na primeira metade do ano, os bancos considerados pela DBRS tiveram níveis de rendibilidade “sólidos”, com um ‘return on average tangible equity’ (ROATE) de 15%, contra 15,6% no primeiro semestre de 2024. Esta rentabilidade é apoiada, justifica a agência, por crescimento do crédito, boas margens, mais receitas recorrentes e de participações e qualidade de ativos resiliente.
O maior ROATE surge no NatWest, onde ascende a 18,1%. Já o HSBC apresenta uma queda deste indicador, para 14,7%. O maior banco da Europa justifica este dado com acontecimentos extraordinários. Sem estes, a empresa teria um ROATE de 18,2%.
Também na frente das margens o HSBC aparece como o único a perder, tendo reduzido a margem financeira em 3%, em termos homólogos. No entanto, a DBRS sublinha que isto está relacionado com diferenças de conversão cambial. Em média, os bancos em questão viram a margem financeira subir 5% face ao primeiro semestre de 2024. Note-se que as taxas do Banco de Inglaterra desceram de 5,25%, nos meados de 2024, para 4%, de acordo com a decisão tomada nesta quinta-feira.
Em termos de capitalização, a DBRS aponta que os dados estão dentro das expectativas das instituições, com a média do rácio CET1 em 14%.
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