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Quase 8% do crédito em Moçambique estava em incumprimento no final de junho

O Ecobank Moçambique aparece em primeiro lugar entre as instituições com maior rácio NPL, com 78,54%.

15 Dez 2025 - 09:54

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Foto: Pexels

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Quase 8% de todo o crédito concedido pela banca moçambicana estava em situação de incumprimento no final de junho, com pouco mais de metade coberto por imparidades, segundo dados oficiais. De acordo com um relatório do Banco de Moçambique, a que a Lusa teve acesso, com dados do desempenho das instituições financeiras, 10,58% do crédito concedido pela banca estava em incumprimento (NPL, na sigla em inglês) em junho de 2023, registo que recuou um ano depois para 8,3%.

No final de junho deste ano, esse incumprimento baixou novamente, para 7,85%, com um rácio de cobertura (provisões dos bancos para garantia de incumprimentos) de 54,28%, quando um ano antes era de 67,84% e em junho de 2023 de 70,61%.

O ‘stock’ do crédito à economia moçambicana caiu quase 2% em junho, face ao recorde do mês anterior, para 287,98 mil milhões de meticais (3,84 mil milhões de euros), segundo dados anteriores do Banco de Moçambique, pelo que o valor em incumprimento no final do primeiro semestre rondaria os 300 milhões de euros. O Banco de Moçambique alertou anteriormente para a deterioração na carteira de crédito da banca nacional, com o incumprimento a subir em 2024 e os clientes a deverem o equivalente a mais de 400 milhões de euros.

No relatório de estabilidade financeira, o banco central refere que o rácio de NPL fixou-se em 2024 em 9,32% do total, contra 8,23% no ano anterior, “continuando acima do limite máximo de 5%, convencionalmente aceite”. “Este aumento reflete uma deterioração da qualidade da carteira de crédito e a mudança da tendência registada nos anos anteriores”, lê-se no documento, que acrescenta que o crédito em incumprimento totalizou 30,41 mil milhões de meticais (412 milhões de euros) em 2024, um aumento de 12,88%.

Mais de 78% do crédito concedido pelo banco Ecobank Moçambique estava em incumprimento no final de setembro, mas a maioria das instituições bancárias do país mantinha igualmente rácios acima de 5%, valor recomendado pelo regulador, noticiou anteriormente a Lusa. No relatório do Banco de Moçambique relativo aos Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros de julho a setembro, o Ecobank fechou o trimestre com um rácio de crédito em incumprimento (NPL, na sigla em inglês) de 78,54%, contra 76,54% no trimestre anterior e 42,66% no final de 2024.

O FDH Bank, do Maláui, confirmou no final de setembro ter concluído a aquisição do Ecobank Moçambique, que passou a liderar, com uma quota de 98,87%, conforme informação enviada à bolsa de valores daquele país. De acordo com a informação, o banco FDH concluiu a compra da totalidade da participação do grupo pan-africano Ecobank na instituição, enquanto a posição minoritária restante de 1,13% continuará a ser detida pelo Fundo para o Fomento de Habitação, do Estado moçambicano.

No relatório surge depois o Moza Banco, com um rácio de crédito malparado de 41,4%, contra 40,5% no trimestre anterior, enquanto o Access Bank reduziu esse registo para 10,26%, face aos 13,45% no trimestre anterior. Já o United Bank for Africa (UBA) subiu de um rácio dentro do recomendável no trimestre anterior, de 2,16%, para 14,54%.

De acordo com o relatório, elaborado com base em dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras, o First National Bank (FNB), Standard Bank, First Capital Bank (FCB) e Absa apresentam um rácio de NPL dentro do parâmetro recomendado (abaixo de 5%), respetivamente de 3,12%, 2,9%, 2,85% e 3,34%.

O Millennium BIM, um dos maiores do país e detido pelo português BCP, viu o rácio de crédito em incumprimento no terceiro trimestre do ano subir ligeiramente, para 2,69%, enquanto o do BCI, liderado pela Caixa Geral de Depósitos, subiu também ligeiramente, para 13,89%.

Dados do banco central indicam que funcionam atualmente em Moçambique 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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