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Regulador espanhol admite “ameaça competitiva” dos neobancos aos bancos tradicionais
Análise da Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência ao mercado bancário, após a OPA do BBVA ao Sabadell, revela um mercado em disrupção, com Revolut e Qonto como principais protagonistas.
09 Jun 2025 - 08:19
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A Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC), entidade reguladora do mercado espanhol, reconheceu que os neobancos representam uma “ameaça competitiva” para os bancos tradicionais.
A constatação surge no âmbito da análise à Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo BBVA sobre o Banco Sabadell, um processo que obrigou a entidade a avaliar o estado atual da concorrência no setor bancário, especialmente no segmento de retalho.
De acordo com a agência noticiosa Europapress, a CNMC afirma que “os neobancos e fintechs são uma ameaça competitiva séria para os bancos tradicionais”, realçando que estes novos operadores têm vindo a ganhar terreno graças à sua agilidade, inovação tecnológica e custos operacionais reduzidos. Concretamente, a CNMC observa que, para além das legais, não existem barreiras de entrada “significativas” no setor bancário.
A comissão salienta ainda que, apesar das quotas de mercado dos neobancos serem ainda modestas, “é razoável esperar que aumentem a sua presença nos próximos anos”, impulsionados pela crescente digitalização e pela preferência dos consumidores por canais online.
A análise do regulador identifica plataformas como Revolut e Qonto como os principais rivais emergentes, particularmente eficazes na oferta de contas correntes, pagamentos e serviços para pequenas empresas. Segundo El Economista, estes operadores têm contribuído para o aumento da mobilidade bancária e para uma maior pressão sobre os modelos de negócio convencionais.
No entanto, a CNMC observa que os bancos tradicionais continuam a liderar no que toca a produtos mais complexos, como o crédito à habitação ou o financiamento empresarial, sobretudo entre clientes que valorizam o atendimento personalizado e a relação de confiança estabelecida ao longo do tempo.
Apesar disso, a entidade deixa claro que “não existem barreiras significativas à entrada de novos concorrentes, além das exigências regulatórias”. Esta realidade reforça a necessidade de os bancos tradicionais reforçarem a sua transformação digital e reavaliarem a sua proposta de valor para manterem a sua relevância num setor em rápida mudança.
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