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Relatório do Santander reforça necessidade de aposta na literacia financeira

Apenas 10% dos portugueses dizem ter recebido este tipo de formação na escola e só 36% sabem o que é a inflação

04 Dez 2025 - 14:38

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Ana Botín, Presidente do Grupo Santander/fonte: Santander

Ana Botín, Presidente do Grupo Santander/fonte: Santander

O novo relatório global do Santander sobre literacia financeira, “O Valor de Aprender – Perspetivas Globais sobre Educação Financeira”, elaborado pela Ipsos junto de 20.000 pessoas de 10 países (incluindo Portugal) e apresentado nesta quinta-feira em Londres, revela que 61% dos inquiridos afirmaram ter conhecimentos sólidos sobre temas financeiros. Em Portugal (1.970 inquiridos), essa percepção é ainda mais elevada, atingindo 63%. No entanto, quando testados na prática, apenas 36% dos portugueses responderam corretamente a uma pergunta simples sobre inflação.

Os números evidenciam um défice entre a percepção e o conhecimento real dos portugueses sobre estes temas, num momento em que a literacia financeira ganha crescente relevância no país, num contexto de taxas de juro voláteis e de pressão sobre o custo de vida.

A urgência de promover competências financeiras é sublinhada pelo estudo, que revela que, apesar de considerarem a educação financeira uma disciplina altamente relevante (92% acreditam que devia fazer parte do currículo escolar), apenas 10% dos portugueses recordam ter recebido esta formação na escola.

Para Ana Botín, presidente do Banco Santander, “a educação financeira é uma ferramenta essencial de progresso, e o conhecimento é o que permite às pessoas tomar decisões informadas, antecipar riscos e aproveitar oportunidades. Para o Santander, promover a educação financeira não é uma iniciativa pontual, mas sim uma responsabilidade permanente e partilhada: governos, escolas, famílias, empresas e bancos devem colaborar para que o conhecimento chegue a todos, desde a infância até à idade adulta.”

Esta tendência verifica-se igualmente a nível global: o estudo do Santander conclui que a educação financeira é considerada a segunda disciplina mais importante após a matemática, e 84% dos que não a receberam na escola gostariam de a ter tido. Perante esta lacuna, as redes sociais tornaram-se uma fonte de informação relevante: um em cada cinco inquiridos recorre a estas plataformas para obter conteúdos financeiros.

O relatório indica que a principal ambição financeira dos portugueses é atingir um nível de estabilidade que lhes permita não se preocuparem com dinheiro (39%), seguida de poupar para viajar (33%) e pagar dívidas (23%).

Perante um cenário económico desafiante, 35% dos portugueses conseguem poupar parte do rendimento mensal, mas 40% admitem não poupar regularmente. A utilização de serviços bancários digitais é elevada, com 73% a utilizá-los semanalmente. Quanto à percepção económica, 24% mostram-se otimistas relativamente à economia global (contra 42% de pessimistas), e apenas 22% têm uma visão positiva da economia portuguesa (também aqui com 42% de pessimistas).

Este estudo reforça o compromisso da instituição financeira com a educação financeira como motor de progresso, promovendo o bem-estar e a inclusão financeira. O Banco disponibiliza formação acessível, adaptada e alinhada com os padrões da OCDE e, só em 2024, mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo tiveram acesso às suas iniciativas e conteúdos de educação financeira.

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