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Remessas do exterior colocam Portugal no top 3 dos países mais beneficiados
Entre entradas e saídas de dinheiro, o excedente das remessas representa 1,2 % do Produto Interno Bruto nacional
16 Dez 2025 - 07:15
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Em 2024, as transferências pessoais apresentaram excedente em nove países da União Europeia (UE), uma vez que as entradas provenientes do resto do mundo superaram as saídas, refere o Eurostat, o organismo responsável pelas estatísticas da União Europeia. Entre esses países, três registaram um excedente superior a 1 % do respetivo Produto Interno Bruto (PIB): Croácia (2,6 % do PIB), Bulgária (1,3 %) e Portugal (1,2 %).
Trata-se de um resultado que contraria a tendência geral, já que, segundo os dados do Eurostat divulgados esta semana, os fluxos de dinheiro enviados por famílias residentes na UE para famílias não residentes na UE, designados por transferências pessoais, totalizaram 52,1 mil milhões de euros, um aumento de 6 % face a 2023 (49,2 mil milhões de euros). As entradas de transferências pessoais para famílias residentes na UE atingiram 14,8 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 7 % em comparação com 2023 (13,8 mil milhões de euros).
Nos últimos cinco anos, observou-se um crescimento significativo das saídas de transferências pessoais. Estas aumentaram 51 %, enquanto as entradas cresceram de forma mais moderada, com um aumento de 26 %. Como resultado, o saldo negativo da União Europeia face aos países não pertencentes à UE agravou-se, atingindo 37,3 mil milhões de euros em 2024.
A Suíça continuou a ser, em 2024, o principal destino de emprego para cidadãos da UE fora do espaço comunitário, gerando fluxos significativos de compensação de trabalhadores para a UE, nomeadamente para a França (21,3 mil milhões de euros), Alemanha e Itália (4,9 mil milhões de euros), bem como para Portugal (1,1 mil milhões de euros) e Áustria (900 milhões de euros). Estes países beneficiaram de forma expressiva do trabalho dos seus residentes na Suíça.
No interior da própria UE, destacam-se as transferências de 1,5 mil milhões de euros de França para Espanha, 1,4 mil milhões de euros de França para Portugal (impulsionadas pela numerosa comunidade imigrante naquele país) e 1,1 mil milhões de euros da Alemanha para a Polónia, constituindo estes os principais fluxos de transferências pessoais dentro do espaço comunitário.
Em sentido oposto, Malta (-2,8 %), Chipre (-0,9 %), Bélgica (-0,6 %), bem como a Grécia, Espanha e França (cada uma com -0,5 %), registaram os maiores défices de transferências pessoais em relação ao respetivo PIB.
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