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Reservas obrigatórias da banca comercial moçambicana recuam 13% em janeiro

A forte quebra em janeiro contrasta com o aumento de 20% em dezembro, face ao mês anterior, subindo então para 259,2 mil milhões de meticais (3,51 mil milhões de euros), após consecutivas descidas com o alívio das restrições do banco central.

20 Mar 2026 - 10:45

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Foto: Pexels

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As reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos recuaram 13% em janeiro, face ao pico registado no mês anterior, caindo para 225,3 mil milhões de meticais (3,05 mil milhões de euros), segundo o Banco de Moçambique. De acordo com dados de um recente relatório estatístico da instituição, as reservas obrigatórias da banca comercial junto do Banco de Moçambique tinham atingido em dezembro de 2024 um recorde de 291,5 mil milhões de meticais (3,95 mil milhões de euros), imediatamente antes do alívio das restrições pelo banco central, em janeiro de 2025.

A forte quebra em janeiro contrasta com o aumento de 20% em dezembro, face ao mês anterior, subindo então para 259,2 mil milhões de meticais (3,51 mil milhões de euros), após consecutivas descidas com o alívio das restrições do banco central. No relatório não são avançadas explicações para o forte crescimento em dezembro e a quebra um mês depois.

As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023. Nos primeiros seis meses desse ano, aumentaram por duas vezes, para “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”, explicou então o banco central. O último desses aumentos aconteceu em junho de 2023, chegando então a valores históricos de 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária.

Desde o final de dezembro de 2022, quando ascendiam a 62,1 mil milhões de meticais (841 milhões de euros), o volume das reservas bancárias à guarda do banco central chegou a aumentar quase 400%, até ao final de 2024.

Face à falta de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos insistiam desde 2024 na necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira. Essa decisão só surgiu em 27 de janeiro de 2025, quando o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar nos coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional, para 29%, e em moeda estrangeira, para 29,5%.

A medida visou “disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços”, referia-se no comunicado da reunião do CPMO, que não voltou a mexer esses coeficientes desde então.

A próxima reunião do CPMO, que se realiza a cada dois meses, está prevista para a próxima segunda-feira, em Maputo.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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