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Reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos caíram 29% em 2025

Redução surge em consequência da redução do coeficiente das reservas obrigatórias por parte do Banco de Moçambique.

02 Dez 2025 - 10:08

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Foto: Pexels

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As reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos caíram em setembro para mínimos de mais de seis meses, para 207,1 mil milhões de meticais (2,8 mil milhões de euros), acumulando uma descida de 29% este ano. As reservas obrigatórias junto do Banco de Moçambique tinham atingido em dezembro um recorde de 291,5 mil milhões de meticais (3,94 mil milhões de euros), imediatamente antes do alívio das restrições pelo banco central.

As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023. Nos primeiros seis meses desse ano, os coeficientes foram aumentados por duas vezes, para “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”. O último desses aumentos aconteceu em junho de 2023, chegando então a valores históricos de 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária.

Desde o final de dezembro de 2022, quando ascendiam a 62,1 mil milhões de meticais (840 milhões de euros), o volume das reservas bancárias à guarda do banco central chegou a aumentar quase 400%, até ao final de 2024.

Face à falta de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos insistiram no último ano na necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira. Uma decisão que só surgiu em 27 de janeiro passado, quando o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar nos coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional, para 29%, e em moeda estrangeira, para 29,5%.

“Visando disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços”, referia-se no comunicado da reunião do CPMO. O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou em 26 de março que a liquidez no sistema financeiro, nomeadamente em divisas, é suficiente, após a redução decidida em janeiro dos coeficientes, que não prevê repetir, o que de facto não voltou acontecer nas reuniões seguintes do CPMO, que acontecem a cada dois meses.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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