2 min leitura
Secas, deslizamentos e incêndios florestais podem reduzir PIB mundial em 2%
Banco de Pagamentos Internacionais revela que os desastres meteorológicos têm efeitos macroeconómicos prolongados e atingem sobretudo a agricultura, a energia e a construção, com impacto persistente nos preços dos alimentos.
29 Set 2025 - 16:30
2 min leitura
Foto Unsplash
Mais recentes
- Relatório do BIS diz que a guerra no Médio Oriente vai manter a inflação elevada até 2027
- Novo Banco vence categoria de Melhor Banco para as PME da Global Finance
- Banco de Inglaterra investiga Barclays por reportes incorretos de riscos associados a créditos privados
- Espanhola Enzo Ventures lança segundo fundo de capital de risco para investimento ‘pre-seed’
- Emissões de títulos digitais atingem recorde em 2026
- Revolut consegue licença de prestador de DLT em Gibraltar
Foto Unsplash
Um novo estudo do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) conclui que os desastres meteorológicos não são apenas uma tragédia ambiental, mas também uma ameaça direta e duradoura à economia global.
A investigação, que analisou dados de 151 países, entre 2000 e 2024, mostra que secas de dimensão média podem reduzir o PIB em 2% no espaço de quatro anos, enquanto deslizamentos de terras podem provocar quedas de 1% e incêndios florestais de 0,4%.
Os analistas sublinham que os impactos não se esgotam no curto prazo. A agricultura, silvicultura, pesca, mineração, construção, água e energia estão entre os setores mais penalizados.
O estudo refere também que, embora a maioria dos desastres meteorológicos tenha efeitos limitados sobre a inflação global, os preços dos alimentos tendem a aumentar de forma mais acentuada e persistente do que os restantes componentes do índice de preços no consumidor.
O relatório alerta ainda para o papel decisivo das políticas públicas. Países com margem orçamental e sistemas de seguros eficazes conseguem amortecer melhor os choques económicos causados por catástrofes naturais. Já para os bancos centrais, a conclusão é clara: a política monetária terá de pesar cada vez mais o impacto das alterações climáticas na estabilidade económica e de preços.
“A questão de saber se e como os choques climáticos extremos se transmitem à atividade económica e, por sua vez, à inflação é fundamental para a política monetária”, destaca o BIS.
Mais recentes
- Relatório do BIS diz que a guerra no Médio Oriente vai manter a inflação elevada até 2027
- Novo Banco vence categoria de Melhor Banco para as PME da Global Finance
- Banco de Inglaterra investiga Barclays por reportes incorretos de riscos associados a créditos privados
- Espanhola Enzo Ventures lança segundo fundo de capital de risco para investimento ‘pre-seed’
- Emissões de títulos digitais atingem recorde em 2026
- Revolut consegue licença de prestador de DLT em Gibraltar