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Sistema financeiro de Cabo Verde manteve-se resiliente em 2025

O Banco de Cabo Verde identificou as elevadas ligações entre instituições e as alterações climáticas como riscos a ter em conta para o sistema financeiro do país.

25 Set 2026 - 16:05

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PT50

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O sistema financeiro de Cabo Verde manteve-se resiliente em 2025, refletindo o crescimento da economia e o desempenho do setor bancário, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do banco central, publicado nesta sexta-feira. “O sistema financeiro nacional manteve-se resiliente em 2025, beneficiando da manutenção de um crescimento económico robusto e do reforço da posição financeira do setor bancário”, lê-se no sumário executivo do relatório do Banco de Cabo Verde (BCV).

O rácio de solvabilidade “aumentou de 23,9% para 25,2%, permanecendo amplamente acima do mínimo regulamentar de 12%” e o crédito em incumprimento “diminuiu 32,4%”, com o respetivo rácio a reduzir-se “de 7,9% para 5,2%, enquanto se reforçou a cobertura das exposições em incumprimento”.

No entanto, segundo o BCV, “persistiram vulnerabilidades estruturais relevantes no setor bancário”. “A concentração nos mercados de crédito e depósitos manteve-se elevada, bem como a dependência de fontes institucionais de financiamento”, ao mesmo tempo que “a exposição ao setor imobiliário continuou expressiva e a interligação entre o setor bancário e o setor público permaneceu significativa, apesar da sua redução em termos relativos”. Segundo o BCV, as interligações entre instituições e setores “constituem potenciais canais de transmissão e amplificação de choques, justificando a sua monitorização contínua”.

Em relação a outros riscos, a elevada dependência de infraestruturas tecnológicas e a interligação entre instituições “aumentam o potencial de disrupção da atividade financeira e de propagação de incidentes cibernéticos”. “Em paralelo, a elevada exposição do país a riscos climáticos físicos permanece relevante, tendo os fenómenos meteorológicos extremos ocorridos em 2025 evidenciado o seu potencial para afetar a atividade económica, os rendimentos e o património das famílias e empresas e, por esta via, o sistema financeiro”, concluiu.

No âmbito da política prudencial, e com base nos dados de 2025, o BCV classificou dois bancos como instituições de elevada importância sistémica, três como instituições de importância sistémica ligeira e dois como instituições sem importância sistémica.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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