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Subsídio de desemprego passou de 70% do último salário para 64% em 10 anos
Estudo do Banco de Portugal mostra que, na última década, o subsídio médio aumentou 3,4% ao ano em termos nominais (1,3% em termos reais), atingindo 700 euros em 2025
01 Out 2026 - 15:00
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Foto Luís Alves Almeida | Jornal PT50
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Foto Luís Alves Almeida | Jornal PT50
O Banco de Portugal revelou, nesta quinta-feira, um estudo sobre o “Subsídio de Desemprego em Portugal na última década”, que será incorporado no Boletim Económico de outubro. No documento, a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira refere que o “subsídio de desemprego passou de cerca de 70% do último salário em 2015 para 64% em 2025”.
“O subsídio de desemprego substitui uma maior parcela do salário dos trabalhadores com remunerações mais baixas”, refere a instituição, que demonstra que, em 2025, a taxa de substituição por salário no ano de entrada no subsídio era de 68,6% nos salários mais baixos, 66,3% nos salários intermédios e 48,5% nos salários mais elevados.
Segundo os dados da Segurança Social referentes a agosto de 2025, cerca de 144.792 beneficiários estavam a receber subsídio de desemprego.
Outro facto constatado pelo Banco de Portugal foi que “na última década, o subsídio médio aumentou 3,4% ao ano em termos nominais (1,3% em termos reais), atingindo 700 euros em 2025”.
No ano passado, 40% dos novos beneficiários do subsídio de desemprego recebiam um salário até 880 euros antes de beneficiarem daquela prestação social.
A indústria transformadora e as atividades administrativas e de apoio representavam 33,6% das novas entradas no subsídio de desemprego.
A permanência naquela prestação varia significativamente consoante a idade do beneficiário e a sua carreira contributiva: “um terço dos beneficiários recebe o subsídio durante menos de três meses; um quarto, durante mais de um ano”. A probabilidade de permanência no subsídio aumenta com a idade: “é mais elevada a partir dos 50 anos e mais reduzida antes dos 30”.
Segundo o Banco de Portugal, “a maioria dos beneficiários transita diretamente para o emprego, com cerca de 60% [a iniciarem] uma relação laboral no prazo de um mês”. Mas esta transição pode implicar quer perdas salariais — em 2024, cerca de 38,8% dos beneficiários que arranjaram emprego reportaram uma perda salarial de 8,5% — quer mudanças de setor de atividade. Em 2024, cerca de 47,5% dos beneficiários de subsídio de desemprego que ingressaram na vida ativa fizeram-no noutro setor de atividade.
O Banco de Portugal não dispõe de dados relativamente aos beneficiários de subsídio de desemprego que passam diretamente para a situação de aposentação.
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