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Suspensas transações suspeitas de branqueamento no valor de 134,8 milhões de euros em 2025
Segundo o RASI 2025 a criminalidade económico-financeira disparou o ano passado com um total de 4.139 inquéritos iniciados
01 Abr 2026 - 07:30
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Novas regras na idoneidade/Foto:Freepick
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Novas regras na idoneidade/Foto:Freepick
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025, apresentado esta semana, mostra que a criminalidade económico-financeira disparou durante 2025, registando uma subida de 22% face a 2024. No conjunto deste tipo de criminalidade, o destaque vai para o branqueamento de capitais, que registou um aumento de 42% em relação a 2024.
Segundo os números do relatório consultados pelo Jornal PT50, no total da criminalidade económico-financeira foram constituídos 1.917 arguidos (mais 49,6% face a 2024), estando detidos 175 indivíduos (mais 154% do que em 2024).
Se nos concentrarmos apenas no crime de branqueamento de capitais, foram abertos 4.139 novos inquéritos desde o início de 2025, correspondendo a 1.007 arguidos, dos quais 138 se encontram detidos.
De acordo com o Sistema de Segurança Interna, autor do relatório, esta evolução da criminalidade económica está relacionada “com a crescente utilização de plataformas informáticas, criando oportunidades para este tipo de criminalidade, cujas vantagens são depois integradas em circuitos financeiros internacionais”.
Em segundo lugar na tipologia dos crimes económico-financeiros, a larga distância do branqueamento de capitais, surge a corrupção ativa, com um crescimento de 17% — foram abertos 891 novos inquéritos desde o início do ano, envolvendo 220 arguidos, 17 dos quais detidos.
Por último, o crime de abuso de poder registou uma ligeira diminuição, de 1%.
“De uma forma geral, observa-se uma propensão para o recurso a meios informáticos na prossecução dos crimes de âmbito económico-financeiro. Estes meios providenciam oportunidades a organizações criminosas para a prática de fraudes, como a aquisição de criptomoedas ou fraudes de investimento, entre outros, e conferem segurança e anonimato através da utilização da deep ou da dark web, nomeadamente para a compra e venda de moeda falsa e branqueamento”, refere o documento.
Os responsáveis perspectivam que a “tipologia criminal associada ao meio informático continue a acentuar-se, sustentada por uma utilização não informada destes meios e plataformas para a realização de aquisições e investimentos financeiros, que exigem um nível de literacia tecnológica e financeira significativo”.
Em termos de medidas de combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, foram realizadas 27 operações a nível nacional, abrangendo 168 entidades supervisionadas.
Foram ainda suspensas 2.124 operações bancárias suspeitas, no valor de 134,8 milhões de euros e 4,7 milhões de dólares. No seguimento desta vigilância, o RASI 2025 refere que foram instaurados 34 processos contraordenacionais, identificadas 53 infrações e analisadas 2.322 transações suspeitas (comunicadas online).
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