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Taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação sobe para 3% em agosto
A prestação média mensal do crédito à habitação atingiu um novo máximo da série, chegando aos 446 euros.
01 Out 2026 - 13:51
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Foto UnsplashJakub Zerdzicki
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As novas operações de crédito à habitação atingiram uma taxa de juro média de 3% em agosto. Trata-se de uma subida de 0,03 pontos percentuais (pp). A taxa média registou o mesmo valor tanto nos novos créditos como nos renegociados.
De acordo com os dados do Banco de Portugal, revelados nesta quinta-feira, a taxa de juro média dos novos contratos cresceu 0,05 pp, enquanto a dos créditos renegociados baixou no mesmo montante.
Face aos parceiros do euro, Portugal caiu uma posição, passando da terceira para a quarta taxa média mais baixa na Zona Euro. A média da área do euro fixou-se em 3,6%, mais 0,08 pp do que no mês anterior. A lista é liderada por Malta, onde a taxa média se fica pelos 1,91%. No lado oposto surge a Letónia, que ascende a 4,39%.
Em agosto, 86,6% dos créditos à habitação foram contratados com taxa mista, acima dos 85% de julho. A taxa de juro média nestas operações foi de 2,86%, mais 0,02 pp.
Também o peso dos créditos com taxa fixa aumentou, passando de 2,3% para 2,6%. É o quarto mês consecutivo em que este valor sobe. Por outro lado, os empréstimos com taxa variável passaram de 12,7% para 10,8%. Estas tipologias registaram taxas médias de 3,83% e 3,23%, respetivamente, aumentando 0,07 pp e 0,02 pp.
Por sua vez, a prestação média mensal atingiu um novo máximo da série do banco central, crescendo 5 euros em cadeia para 446 euros. São mais 28 euros do que no mês homólogo. É a 12.ª subida consecutiva.
Olhando para o crédito ao consumo, a taxa de juro média das novas operações foi de 8,98%, subindo 0,01 pp em relação a julho. Já nos empréstimos para outros fins, o valor baixou 0,02 pp para 3,74%.
Já o crédito às empresas caiu 1,06 mil milhões face a julho, com as novas operações a ascender a 2,04 mil milhões. Segundo o Banco de Portugal, esta diminuição deve-se, sobretudo, à queda do montante de novos contratos, que baixou 934 milhões para 1,83 mil milhões.
As novas operações para empréstimos até 1 milhão de euros atingiram 1,05 mil milhões, menos 435 milhões, enquanto as novas operações acima desse valor reportaram uma redução de 625 milhões para 984 milhões.
A taxa de juro média nos novos empréstimos às empresas subiu 0,12 pp, alcançando 4,16%.
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