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UBS mantém salário do CEO em 16,5 milhões de euros

O UBS e o seu CEO têm vindo a travar uma batalha com o Governo da Suíça para que este recue nas regras de capital a aplicar ao banco. Têm também contestado as críticas políticas aos salários dos CEO.

09 Mar 2026 - 18:17

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CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS

CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS

O banco suíço UBS decidiu manter o salário do seu CEO, Sergio Ermotti, em 16,5 milhões de euros. Segundo a Reuters, apesar das críticas crescentes dos pacotes de compensação dos CEO das empresas por parte dos agentes políticos, o banco tomou ainda a decisão de subir o total possível de bónus no grupo em 10%, para um total de 4,4 mil milhões.

A ministra das Finanças da Suíça, Karin Keller-Sutter, já criticou publicamente os salários milionários em questão, fazendo uma comparação, em 2024, consigo mesma e reiterando que teria de trabalhar 30 anos para ganhar o equivalente a Ermotti, lembra a Reuters.

Keller-Sutter é também a ministra que está responsável pela revisão à regulação sobre a banca, nomeadamente no que diz respeito aos requisitos de capital dos bancos, algo que tem defendido que deve aumentar e, consequentemente, sobre o qual tem sido criticada do lado empresarial e da banca.

Ainda não há uma proposta final do Governo suíço, mas o UBS estima que precise de cerca de 19 mil milhões de euros em capital extra para cumprir com os requisitos do executivo. O banco e o seu CEO têm sido críticos desta reforma da legislação, argumentando que não só o banco, mas também o país, vai perder a sua competitividade.

As regras inicialmente apresentadas pelo Governo da Suíça ditavam que o UBS precisa de capitalizar em 100% as suas subsidiárias estrangeiras na empresa-mãe, em vez dos atuais 60%. Esta alteração pode levar o banco a precisar dos tais 19 mil milhões referidos, que inicialmente a empresa estimou até ascenderem a 20,8 mil milhões.

As alterações às regras de capital surgiram após o UBS ter adquirido o colapsado Credit Suisse, num negócio orquestrado pelo próprio executivo. O resultado, contudo, levou o Governo a ser mais cauteloso sobre o impacto que a queda de um banco com o tamanho da entidade resultante teria na economia nacional.

O UBS alcançou um lucro de 6,61 mil milhões em 2025, um aumento de 53% face ao ano anterior.

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