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UniCredit aumenta posição no grego Alpha Bank para 26%
O UniCredit espera lucros de 244 milhões em 2026 vindos desta operação. O CEO deixa agradecimentos às autoridades gregas, em contraste com a sua experiência na Alemanha.
29 Ago 2025 - 11:10
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Foto: Alpha Bank
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Foto: Alpha Bank
O UniCredit continua a crescer no seio de outros bancos europeus. Desta vez, o segundo maior banco de Itália reforçou o seu peso no Alpha Bank da Grécia, onde já é o maior acionista desde 2023. Após ter dobrado a posição para cerca de 20% em maio, o banco converteu agora cerca de 5% de instrumentos financeiros em ações e atingiu os 26% de capital.
A instituição liderada por Andrea Orcel informa que esta operação tem um impacto de cerca de 65 pontos base no rácio CET1 do UniCredit. Por outro lado, o retorno sobre o investimento deve rondar os 20%, acredita, e deve ainda melhorar “graças às iniciativas que estão a ser preparadas em parceria entre as duas instituições”.
Segundo a análise de analistas, referidos pelo UniCredit em comunicado, a participação no Alpha Bank deve gerar um lucro perto de 244 milhões em 2026 e que deve crescer “significativamente” a partir daí. A empresa liderada por Orcel reforça que o seu foco principal é a execução do plano estratégico e “proporcionar um crescimento sustentável e lucrativo superior” para distribuir aos acionistas.
O CEO realça que o investimento no banco grego tem superado as expectativas e é uma área importante para o crescimento do negócio. Mais ainda, Orcel indica que é um exemplo da abordagem “federal” do UniCredit. Numa nota que pode ser interpretada como provocatória, o CEO agradece às autoridades e reguladores gregos pelo “diálogo direto, aberto e construtivo” com o banco, algo que não se tem replicado na frente alemã, onde os políticos locais têm repelido o avanço do UniCredit sobre o Commerzbank.
O banco sublinha que tem de esperar pelas autorizações em curso para superar os 9,9% de participação direta no Alpha Bank.
Recorde-se que, recentemente, o UniCredit abandonou a sua oferta sobre o Banco BPM, após uma luta com o Governo italiano. Já na Alemanha, como foi mencionado, o banco continua a sua demanda para adquirir o Commerzbank, onde também subiu a sua posição para 26% nesta semana.
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