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Valor mediano do preço da habitação situou-se em 2254 euros por metro quadrado em agosto
Em relação a agosto de 2025, o preço mediano da habitação cresceu 14,7%. O número de avaliações bancárias aumentou 3,1% para 32 650.
24 Set 2026 - 11:32
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A subida dos preços da habitação não tirou férias em agosto. De acordo com os dados revelados pelo INE nesta quinta-feira, o valor mediano da avaliação bancária da habitação ascendeu a 2254 euros por metro quadrado, o que corresponde a um aumento de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2025.
Face a julho, a subida foi de 0,6%, equivalente a 14 euros. A Península de Setúbal mantém-se a zona do país onde os preços mais crescem, tanto em cadeia como em termos homólogos, subindo 1,6% e 20,2%, respetivamente.
A maior descida em relação a julho registou-se no Algarve, em 1,2%. Em comparação com agosto de 2025, não houve qualquer descida.
Foram feitas 32 650 avaliações em agosto. Destas, 20 198 eram apartamentos e 12 452 eram moradias. São mais 3,1% do que no mesmo mês de 2025 e menos 4,1% em cadeia, o que equivale a uma diminuição de 1403.
Segundo o índice de valor mediano do INE, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal têm os valores mais altos face à mediana do país, em 51,5%, 30,2% e 25,3%, respetivamente. Por outro lado, o Alto Alentejo, a Beira Baixa e o Alto Tâmega e Barroso têm os valores mais baixos em relação à mediana nacional, em 54,1%, 53% e 51%, respetivamente.
Olhando para os apartamentos, o valor mediano fixou-se em 2655 euros, um aumento de 17% face ao período homólogo. A Grande Lisboa e o Algarve reportam os preços mais elevados, de 3487 euros e 3010 euros, respetivamente, enquanto o Centro e o Alentejo surgem no lado oposto, com 1750 euros e 1771 euros.
Os Açores registaram o maior crescimento anual, em 22,4%, e não houve qualquer descida. Em cadeia, o preço mediano da habitação subiu 1,1%. Também aqui os Açores se destacaram com a maior subida, de 2,9%, tendo o Alentejo reportado a única queda, em 0,4%.
O valor mediano dos T1 atingiu 3369 euros por metro quadrado, mais 26 euros do que em julho, e os T2 e T3 subiram, respetivamente, 27 euros e 18 euros para 2738 euros e 2273 euros. Estes tipos de apartamento representaram 93,3% das avaliações no período em questão.
Por sua vez, as moradias tiveram um crescimento homólogo de 12,6%. Na Grande Lisboa chegam aos 2918 euros por metro quadrado e no Algarve aos 2770 euros. O Centro e o Alentejo continuam no fundo, com 1169 euros e 1299 euros, respetivamente. O maior incremento aconteceu na Madeira, onde os preços dispararam 23,1%, e não se deu qualquer descida.
A Madeira foi igualmente o sítio onde houve a maior subida em cadeia, de 6,6%. Por outro lado, o Algarve apresentou uma queda de 2,7%. No geral, o valor mediano das moradias subiu 0,2% face a julho.
As moradias T2 atingiram 1625 euros, um crescimento de 13 euros, as T3 ascenderam a 1576 euros, aumentando 11 euros, e as T4, em sentido inverso, caíram 20 euros para 1635 euros. Estas tipologias representaram 87,7% das avaliações.
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