3 min leitura
XTB antecipa 2026 com juros mais baixos e energia mais barata
Analistas céticos quanto aos criptoativos, condicionados pela liquidez do mercado
16 Dez 2025 - 11:48
3 min leitura
Foto: Pixabay
Mais recentes
- Carta de seis ministros das Finanças pede mais rapidez a Maria Luís Albuquerque na União das Poupanças.
- Crédito Agrícola doa carro elétrico telecomandado à ULS Baixo Alentejo para transportar crianças no bloco operatório
- CEO do Deutsche Bank auferiu 10,5 milhões de euros em 2025
- Patrícia Afonso Fonseca: “Financiar a transição climática é uma das áreas onde podemos gerar maior impacto positivo”
- Reservas obrigatórias da banca comercial moçambicana disparam 20% em dezembro
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
Foto: Pixabay
As previsões da XTB para 2026 apontam para uma descida das taxas de juro, tanto na Europa como nos Estados Unidos, com o Banco Central Europeu (BCE) a realizar um corte e a Reserva Federal norte-americana (Fed) a efetuar duas descidas ao longo do ano. Os analistas da XTB afastam qualquer cenário de subida das taxas por parte do BCE.
No que diz respeito aos criptoativos, os especialistas da corretora online adotam uma postura mais conservadora, considerando que a sua evolução dependerá fortemente dos níveis de liquidez do mercado e das decisões de política monetária dos principais bancos centrais.
“O ano de 2025 pertenceu à Bitcoin, mas 2026 pode muito bem tornar-se o ano da Ethereum. A perspetiva de uma chamada flippening — o momento em que a Ethereum ultrapassa a Bitcoin em capitalização total de mercado — parece cada vez mais realista a longo prazo”, referem os analistas da XTB.
Relativamente à muito debatida “bolha da Inteligência Artificial (IA)”, a XTB considera que “a qualidade dos negócios é incomparavelmente superior à da época da bolha da internet. As empresas de tecnologia de ponta geram fluxos de caixa reais e estão no centro da maior vaga de despesas de capital relacionadas com a IA das últimas décadas”. Para a XTB, não existem dúvidas de que a IA irá contribuir para o aumento da produtividade; a grande questão é saber se “o impulso inicial é sustentável e quando é que os gastos sem precedentes começarão a gerar retorno”.
Segundo a XTB, “se, em algum momento, as grandes empresas tecnológicas e do setor dos semicondutores deixarem de corresponder às elevadas expectativas do mercado e o seu potencial de valorização se revelar pouco atrativo face ao risco, o mercado poderá voltar a procurar alternativas em setores defensivos”.
“O ano de 2026 pode vir a ser esse ‘momento de verdade’. Os lucros acompanharão a narrativa? Os investimentos em centros de dados reduzirão efetivamente os custos e aumentarão as margens das empresas?”, questionam os responsáveis da XTB.
No que respeita aos mercados de capitais, os principais índices continuam em alta, com o Euro Stoxx 50 a superar, em termos de ganhos, o S&P 500 dos Estados Unidos. Em Portugal, o PSI-20 registou, desde o início do ano e incluindo dividendos, uma valorização de cerca de 27,4%, ficando apenas atrás do IBEX 35 espanhol. Os principais impulsionadores desse crescimento foram o BCP, a Sonae, a REN e a Mota-Engil.
No setor da energia, a XTB antecipa uma descida dos preços, tanto devido à queda do preço do petróleo — que poderá descer abaixo dos 50 dólares por barril, em grande medida devido ao restabelecimento total da produção da OPEP+ — como ao desenvolvimento da opção nuclear, atualmente ponderada por vários países.
Mais recentes
- Carta de seis ministros das Finanças pede mais rapidez a Maria Luís Albuquerque na União das Poupanças.
- Crédito Agrícola doa carro elétrico telecomandado à ULS Baixo Alentejo para transportar crianças no bloco operatório
- CEO do Deutsche Bank auferiu 10,5 milhões de euros em 2025
- Patrícia Afonso Fonseca: “Financiar a transição climática é uma das áreas onde podemos gerar maior impacto positivo”
- Reservas obrigatórias da banca comercial moçambicana disparam 20% em dezembro
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro