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1,7 milhões de pessoas recorreram à banca para fazer crédito em 2025

Instituições financeiras realizaram 2,2 milhões de contratos no valor de 35 mil milhões de euros. Trabalhadores por conta de outrem representam 61% dos clientes.

18 Mar 2026 - 12:47

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Foto: Adobe Stock/TimeShops

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As instituições financeiras em Portugal realizaram 2,2 milhões de novos contratos de crédito, envolvendo 1,7 milhões de pessoas, num total de 35 mil milhões de euros. O número de novos contratos foi semelhante ao de 2024, mas o montante total aumentou 30%, revelou, nesta quarta-feira, o Banco de Portugal.

Segundo a caracterização do universo de clientes que recorreram ao crédito em 2025, “das pessoas envolvidas nestes contratos, 61% eram trabalhadores por conta de outrem e 43% tinham um nível de escolaridade equivalente ao ensino secundário”.

“Voltou a subir o peso dos devedores estrangeiros no total de pessoas que obtiveram novos créditos: passou de 14%, em 2024, para 16% em 2025. Tal como no ano anterior, metade dos devedores estrangeiros tinha nacionalidade brasileira”, refere o supervisor.

No segmento do crédito à habitação foram celebrados, em 2025, 105 mil contratos — mais 27% do que em 2024 — envolvendo 163 mil pessoas. Metade dos novos créditos à habitação própria permanente tinha valor igual ou inferior a 170 mil euros. Dois terços destes novos créditos situavam-se entre os 50 mil e os 200 mil euros, enquanto apenas 9% superaram os 300 mil euros.

Daquele universo, 83% das pessoas que obtiveram crédito à habitação própria permanente trabalhavam por conta de outrem e 54% tinham um nível de escolaridade superior. Quanto à localização, 23% residiam na Grande Lisboa e 18% na Área Metropolitana do Porto. Em termos etários, 58% tinham entre 18 e 35 anos, mais 11 pontos percentuais (p.p.) do que em 2024, beneficiando, em grande parte, da garantia pública do Estado para a compra de habitação para jovens até aos 35 anos.

Em relação ao crédito concedido para a compra de segunda habitação ou obras, em 2025, 12% do montante total de crédito à habitação destinou-se à aquisição, construção ou realização de obras em habitação secundária. Metade destes contratos tinha valor igual ou inferior a 116 mil euros. Cerca de um quarto dos devedores eram estrangeiros, destacando-se os originários dos EUA, do Brasil e de Angola (16%, 12% e 10%, respetivamente).

Os devedores estrangeiros foram responsáveis por 42% do montante total do outro crédito à habitação contratado, percentagem semelhante à de 2024 (43%).

No crédito pessoal e crédito automóvel, 612 mil pessoas contraíram créditos pessoais, metade dos quais com valor igual ou inferior a 4 mil euros.

Foram celebrados 242 mil contratos de crédito automóvel em 2025, mais 8% do que em 2024. Dos novos contratos de crédito automóvel, 72% tinham montante inferior a 20 mil euros, enquanto apenas 1% superou os 50 mil euros.

Mais de metade (51%) das pessoas que contrataram crédito pessoal eram do sexo masculino. No crédito automóvel, esta percentagem foi de 58%. Cerca de 9% do crédito pessoal e 12% do crédito automóvel foi concedido a estrangeiros.

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