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Comissão do PE aprova relatório sobre ‘influencers’ na literacia financeira
O relatório de iniciativa da eurodeputada Lídia Pereira (PSD), destaca a necessidade de os chamados ‘finfluencers’ terem maior transparência, responsabilidade e respeito pelas regras aplicáveis à promoção de produtos e serviços financeiros.
18 Mar 2026 - 17:31
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A comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu (PE) aprovou nesta quarta-feira o relatório de iniciativa da eurodeputada Lídia Pereira sobre literacia financeira e o papel dos ‘finfluencers’ no contexto da União da Poupança e do Investimento. O relatório de iniciativa da eurodeputada Lídia Pereira (PSD), aprovado por 45 votos a favor, três contra e uma abstenção, destaca a necessidade de criadores de conteúdos na área financeira – os chamados ‘finfluencers’ – terem maior transparência, responsabilidade e respeito pelas regras aplicáveis à promoção de produtos e serviços financeiros.
Segundo um comunicado, entre as medidas aprovadas está ainda a criação de um repositório europeu de iniciativas de literacia financeira, que permitirá reunir e divulgar boas práticas, projetos e recursos desenvolvidos nos diferentes Estados-membros. O relatório defende também maior transparência nas parcerias comerciais de criadores de conteúdo financeiro, para que os cidadãos saibam de forma clara quando estão perante conteúdos pagos, patrocinados ou associados a interesses económicos.
Lídia Pereira defende ainda a criação de um selo europeu para criadores de conteúdos financeiros que cumpram padrões de transparência e qualidade.
O texto aprovado pede também mais responsabilidade às plataformas digitais e aos motores de busca na deteção e limitação de fraude financeira ‘online’. Em causa estão burlas, anúncios enganosos, falsas promessas de rendimento fácil, conteúdos manipulados e ‘deepfakes’ gerados com recurso a inteligência artificial, bem como mensagens que incentivam decisões financeiras sem transparência sobre riscos ou interesses comerciais.
Citada no comunicado, Lídia Pereira salienta querer “garantir que quem influencia decisões financeiras não opera numa zona cinzenta sem escrutínio, sobretudo quando está em causa a proteção dos pequenos investidores e dos consumidores mais vulneráveis”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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