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92% dos europeus querem garantir a possibilidade de pagar em numerário

Estudo da Denaria Europa, em colaboração com a GAD3, revela que os consumidores querem manter a possibilidade de pagar com «dinheiro vivo», embora apenas 23% o utilizem como principal meio de pagamento

14 Out 2026 - 14:59

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Foto Pexels

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Segundo o Barómetro Europeu sobre a Necessidade de Preservar o Numerário, elaborado pela Denaria Europa em colaboração com a GAD3, empresa espanhola de estudos de opinião, cerca de 92% dos europeus consideram que deve ser garantido aos consumidores o direito de pagar com notas e moedas. Esta percentagem é mesmo superior à dos que defendem a possibilidade de pagar com cartão (91%). Em Espanha e em Portugal, o apoio à utilização do numerário atinge os 97%. No entanto, apenas cerca de 23% dos consumidores inquiridos utilizam o numerário como principal meio de pagamento.

O estudo, baseado em 5.185 entrevistas, foi apresentado nesta quarta-feira, em Bruxelas, por ocasião do lançamento oficial da Denaria Europa, uma nova plataforma que reúne organizações da Suécia, de Espanha, de França, de Portugal e da Dinamarca para defender a liberdade de escolha dos meios de pagamento.

Outra das conclusões do estudo indica que 74% dos inquiridos querem que uma instituição pública garanta a disponibilidade e a possibilidade de utilização do numerário. Destes, 44% atribuem essa responsabilidade ao Estado ou ao Governo, 17% ao banco central e 13% à União Europeia. Apenas 6% consideram que essa tarefa deve caber à banca privada, enquanto 8% a deixariam ao mercado.

Além disso, cerca de 68% dos inquiridos afirmam ter tido pelo menos um problema com meios de pagamento nos últimos 12 meses.

A Denaria Europa estima que cerca de 24 milhões de pessoas na zona euro vivem a mais de cinco quilómetros de um ponto de acesso a numerário, enquanto cinco milhões residem a mais de dez quilómetros.

A plataforma defende a adoção de uma regulamentação europeia vinculativa, com exceções limitadas e critérios comuns aos 27 Estados-membros, rejeitando a existência de exceções nacionais. A apresentação decorreu numa altura em que prosseguem as negociações sobre a proteção legal do numerário na União Europeia.

Segundo o presidente da Denaria Europa, o sueco Björn Eriksson, «os cidadãos devem ser livres de decidir como gerem o seu dinheiro e de que forma querem pagar. As condições de acesso ao numerário devem ser fixadas pelos responsáveis políticos eleitos pelos cidadãos, e não pelos bancos ou por entidades privadas».

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