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Acionistas do italiano BPM aprovam aumento da oferta sobre Anima Holding

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O BPM aumentou a oferta sobre a Anima Holding, passando de 6,2 para 7 euros por ação. Acionistas aprovaram renúncia a certas condições do negócio. O BPM detém já 22,4% da gestora de fundos. É uma resposta do BPM à oferta do UniCredit.

28 Fev 2025 - 15:16

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Foto: Wikimedia

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O italiano BPM viu nesta sexta-feira os seus acionistas aprovar o aumento da oferta do banco sobre a gestora de fundos Anima Holding. A instituição sediada em Milão sobe, assim, a sua oferta de 6,2 euros para 7 euros por cada ação da Anima que ainda não detém, avança a Agência Reuters.

Além da subida da oferta, o BPM tem agora autorização dos acionistas para renunciar a certas condições do negócio, como a conclusão do mesmo com a Anima antes de saber se o Banco Central Europeu lhe concede um tratamento de capital favorável, conhecido como “compromisso dinamarquês”. Na assembleia, a proposta teve o apoio de acionistas com o equivalente a 97,6% do capital do banco.

A Reuters relembrou também, recentemente, que caso esta autorização dos acionistas chegasse, dois grandes acionistas da Anima Holding, a Poste Italiane e o fundo FSI, já tinham confirmado a venda da sua parte ao BPM.

O BPM detém atualmente 22,4% da Anima e lançou no final de 2024 uma oferta pública de aquisição sobre a empresa, que acabou ofuscada pela oferta lançada duas semanas mais tarde pelo UniCredit sobre o próprio BPM. Esta atualização sobre a tentativa de compra da gestora de fundos vem no seguimento da resposta do BPM à oferta do UniCredit.

Recentemente, o CEO do segundo maior banco italiano, Andrea Orcel, alertou que estava pronto a deixar cair a oferta sobre o BPM caso este confirmasse o aumento do valor disposto a pagar pela Anima Holding. À data, em declarações à Bloomberg TV, o CEO do BPM, Giuseppe Castagna, considerou as declarações de Orcel como “muito perigosas” e acusou-o de estar a “jogar um jogo” e de “tentar condicionar o voto dos acionistas na assembleia”. Recorde-se que Orcel descartou a influência da oferta sobre o BPM sobre as operações do banco na Alemanha, nomeadamente a subida de posição no Commerzbank, que tem sido alvo de contestação.

De acordo com os dados disponíveis no site da Euronext, desde 22 de novembro – data do valor de referência para a oferta do UniCredit – as ações do BPM subiram de 6,64 euros para 9,58 euros a 27 de fevereiro, um aumento de 44,3%. A oferta inicial tinha um prémio de cerca de 0,5% tendo em conta os valores à data. A Reuters relembra que o BPM é um “alvo natural” para o UniCredit pela sua presença na região da Lombardia, onde a quota de mercado do UniCredit é mais baixa.

O BPM reportou lucros de 1,7 mil milhões em 2024, tendo superado os objetivos previstos apenas para 2026 no seu plano estratégico. Já o UniCredit conseguiu um lucro de 9,7 mil milhões no ano passado.

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