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BCE garante estar vigilante face a riscos inflacionistas
“Não podemos baixar a guarda, pois o atual contexto geopolítico e macroeconómico cria riscos e aumenta a inflação”, afirmou nesta sexta-feira Isabel Schnabel, da Comissão Executiva do BCE.
06 Mar 2026 - 18:02
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Isabel Schnabel membro da Comissão Executiva do BCE | Foto BCE
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Isabel Schnabel membro da Comissão Executiva do BCE | Foto BCE
O Banco Central Europeu (BCE) garantiu hoje estar vigilante face aos riscos inflacionistas devido à guerra na região do Médio Oriente e à subida dos preços da energia. “Não podemos baixar a guarda, pois o atual contexto geopolítico e macroeconómico cria riscos e aumenta a inflação”, afirmou nesta sexta-feira Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do BCE, no Fórum de Política Monetária dos Estados Unidos, em Nova Iorque.
Schnabel disse acreditar que a política monetária está “numa boa posição”, mas ressalvou a necessidade de monitorizar o choque dos preços da energia, impulsionado pela guerra no Irão. Conforme defendeu, é igualmente necessário acompanhar, de perto, o impacto na inflação e possíveis sinais de que as empresas estão a começar a repercutir a subida dos seus custos nos clientes.
O BCE, que manteve inalteradas as principais taxas de juro desde o último corte em junho, vai reunir-se a 19 de março.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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