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Administração do MPS escolhe um candidato a CEO para defrontar líder atual na reunião de acionistas

O Conselho de Administração mantém o braço de ferro com o atual CEO, que foi apresentado como recandidato por um acionista minoritário. Votação dos acionistas do MPS é a 15 de abril.

25 Mar 2026 - 15:01

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Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

Os acionistas do Monte dei Paschi di Siena (MPS) vão a votos no próximo dia 15 de abril para decidir a próxima administração do banco e, consequentemente, o novo CEO. Este processo, que ganhou tração mediática nos últimos tempos, vai colocar frente a frente o atual presidente executivo, Luigi Lovaglio, e o candidato apoiado pelo atual Conselho de Administração, Fabrizio Palermo.

O MPS anunciou nesta terça-feira, em comunicado, que a administração, após uma análise dos possíveis candidatos, decidiu apoiar Palermo na sua candidatura ao cargo de CEO da instituição bancária mais antiga do mundo. “Palermo foi identificado como o candidato com a pontuação global mais elevada na avaliação, com base em critérios objetivos e pré-estabelecidos, incluindo experiência profissional, competências de gestão e adequação às necessidades estratégicas do banco”, sublinha em comunicado.

A administração do MPS tinha anunciado, no início de março, a aprovação da lista candidata para o Conselho de Administração, que não inclui o atual CEO. Na sua vez, apareciam três nomes como pretendentes ao cargo, entretanto reduzidos a um só. Este avanço sucede-se dias após Lovaglio ter surgido como recandidato a CEO numa lista apresentada pela PLT, um acionista minoritário do MPS.

Esta reviravolta no banco e a vontade dos acionistas excluírem Lovaglio vem de um descontentamento provocado pelo plano de integração do Mediobanca, apresentado em fevereiro, no qual o ainda CEO revelou querer adquirir os restantes 14% do rival doméstico e retira-lo da bolsa. O Mediobanca passará, assim, a ser uma subsidiária privada do MPS, agindo com marca própria.

O segundo maior acionista do MPS, Francesco Caltagirone, não se mostrou agradado com esta linha de raciocínio, levando à contestação da liderança do banco. À Reuters, Caltagirone já referiu que não existe crispação entre si e o CEO, remetendo os problemas para a administração.

Após esta tentativa de Lovaglio de assegurar o seu emprego, ainda está em cima da mesa a administração retirar-lhe as suas competências enquanto CEO, reporta a Reuters.

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