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CEO do Monte dei Paschi não consegue o apoio da administração para renovar mandato
Luigi Lovaglio não consta da lista candidata que o Conselho de Administração aprovou nesta semana. O atual CEO encontra-se sobre investigação devido à OPA sobre o rival Mediobanca.
05 Mar 2026 - 15:04
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
O banco italiano Monte dei Paschi di Siena (MPS) prepara-se para uma mudança na cúpula administrativa. O Conselho de Administração aprovou a nova lista de candidatos que devem suceder a este mesmo órgão, sendo que a lista tem particularidade de não conter o nome do atual CEO, Luigi Lovaglio.
A decisão de não incluir o líder da empresa foi tomada pela Comissão de Nomeações do banco, aponta a Reuters, e agora apoiada pela administração, recebendo o voto favorável de mais de dois terços dos administradores, de acordo com um comunicado do MPS.
A votação final sobre o Conselho de Administração compete aos acionistas, que votam a 15 de abril a sucessão do banco, altura em que termina o mandato atual.
A lista divulgada pelo MPS coloca Maione Nicola como presidente do Conselho de Administração, renovando, assim, o seu mandato. De seguida, aponta Fabrizio Palermo, Corrado Passera e Carlo Vivaldi como candidatos a CEO do banco.
Segundo a Bloomberg, Palermo tem experiência na banca italiana, nomeadamente no Cassa Depositi e Prestiti, cujo acionista maioritário é o Estado italiano, enquanto Passera é um antigo CEO do maior banco do país, o Intesa Sanpaolo, bem como ex-ministro. Por sua vez, Vivaldi é um banqueiro com mais de duas décadas de experiência no UniCredit.
De acordo com fontes citadas pela Bloomberg, a tensão entre Lovaglio e outros administradores e acionistas escalou na semana passada, quando este apresentou a estratégia de integração do Mediobanca – que o Monte dei Paschi adquiriu no final do verão passado por cerca de 17 mil milhões de euros. Segundo a agência de notícias, os planos não animaram os investidores.
A primeira-ministra, Giorgia Meloni, indicou que o Governo não vai interferir nas decisões estratégicas ou na estrutura de governo do banco. O Estado detém uma posição de cerca de 5% no MPS, remanescente de um resgate financeiro de 2017.
A saída do Governo da estrutura acionista começou em 2024, quando este vendeu uma parte significativa a dois grandes investidores, a Delfin e o empresário Francesco Caltagirone. Recorde-se que, no âmbito da Oferta Pública de Aquisição ao Mediobanca, o Ministério Público italiano lançou uma investigação sobre Lovaglio e estes dois acionistas por alegadamente terem ocultado informação ao mercado sobre acordos de venda da instituição.
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