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American Express multada em 312,4 milhões de euros por falhas no combate ao branqueamento de capitais
Reguladores norte-americanos afirmam que a empresa não identificou nem comunicou transações suspeitas no valor de 10,7 biliões de euros ao longo da última década
09 Out 2026 - 11:49
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Foto American Express
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Foto American Express
Os reguladores bancários dos Estados Unidos multaram a American Express em 350 milhões de dólares (312,4 milhões de euros), após concluírem que os programas da instituição financeira destinados a identificar possíveis casos de branqueamento de capitais eram insuficientes. Segundo os reguladores, a empresa poderá ter deixado por identificar milhares de milhões de dólares em operações suspeitas, noticiou a agência Reuters.
O Gabinete do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC, na sigla em inglês) e a Reserva Federal (Fed) anunciaram a medida de supervisão na passada quinta-feira, afirmando que a empresa, sobretudo através do seu banco nacional, não dispunha de um programa de prevenção do branqueamento de capitais adequado. Entre as deficiências identificadas estavam a insuficiência de recursos, a inexperiência das equipas, a formação inadequada e falhas nos controlos internos.
A American Express não admitiu nem contestou as conclusões dos reguladores.
O OCC afirmou que «falhas sistémicas» nos mecanismos de controlo e de elaboração de relatórios levaram a instituição financeira a não identificar, avaliar e comunicar devidamente operações suspeitas no valor de cerca de 13 biliões de dólares (10,7 biliões de euros) ao longo da última década.
«O OCC espera que bancos com a dimensão e a complexidade da American Express disponibilizem recursos suficientes para garantir o cumprimento das leis e dos regulamentos destinados a detetar e prevenir o branqueamento de capitais, essenciais tanto para a segurança económica como para a segurança nacional», afirmou o controlador da moeda, Jonathan Gould, num comunicado.
O OCC referiu que a American Express concentrou a sua atenção nos riscos associados aos seus produtos de depósito, relativamente limitados, sem dedicar atenção suficiente ao negócio de cartões de crédito, de dimensão muito superior. O regulador identificou também deficiências nos procedimentos de diligência devida e de identificação de clientes.
Num comunicado, o presidente executivo da American Express, Stephen Squeri, afirmou que o banco está «totalmente empenhado» em responder às preocupações dos reguladores e em continuar a melhorar os seus mecanismos de conformidade. «Embora tenhamos feito progressos significativos, sabemos que ainda há muito trabalho a fazer», acrescentou.
Squeri afirmou ainda que a multa e os custos associados ao cumprimento das exigências dos reguladores não deverão afetar as previsões financeiras da empresa para 2026 e 2027.
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