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Após 10 anos em Portugal, Bankinter quer ser o 6.º banco em volume de negócios

Instituição espanhola quer continuar a crescer organicamente no mercado nacional, mas todas as oportunidades serão analisadas

31 Mar 2026 - 23:03

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Foto: Bankinter

Foto: Bankinter

O Bankinter, sucursal da instituição espanhola em Portugal, comemora uma década de operações no dia 1 de abril. A instituição pretende superar o Banco Montepio e a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo em volume de negócios nos próximos cinco anos — atualmente ocupa o 8.º lugar, ou 7.º se tivermos em conta os resultados de 210 milhões de euros antes de impostos.

Esta ambição foi revelada por Alberto Ramos, country manager do Bankinter Portugal. Esse crescimento será alcançado de “forma orgânica, que tão bons resultados deu nos últimos 10 anos”, mas, quando confrontado com a possibilidade de compra do Banco CTT, Ramos afirma que “não deixaremos de olhar para todas as oportunidades”.

Quando, em 2016, comprou parte da carteira de crédito do banco Barclays, o Bankinter herdou uma carteira de 134 mil clientes. Dez anos depois, conta com 278 mil clientes. Em termos de volume de negócios, o Bankinter triplicou este indicador, atingindo os 30,1 mil milhões de euros em 2025, com um crescimento médio anual da ordem dos 12,6%.

Alberto Ramos pretende manter este ritmo de crescimento de dois dígitos nos próximos anos e, para tal, conta atualmente com duas parcerias: a realizada com a Sonae no âmbito do cartão Universo, que atingiu o ‘break even’ este ano (18 milhões de euros), e o acordo de distribuição com a Generali/Tranquilidade para produtos seguradores não vida (para o ramo Vida, o Bankinter tem uma parceria com a Mapfre).

Para este crescimento, não é necessário, segundo Ramos, que o Bankinter se transforme numa instituição de direito português: “O facto de não sermos um banco de direito português não nos traz mais negócio”, acrescenta.

Um dos instrumentos que tem permitido alavancar o crescimento do Bankinter é o crédito à habitação, no qual detém uma quota de mercado de 5,5%. Foi dos primeiros bancos a apostar em empréstimos a taxa fixa, produto que continua a comercializar, bem como no crédito à habitação para maiores de 55 anos.

“Fazemos crédito à habitação para várias maturidades — 10, 20 ou 30 anos — e muito crédito a taxa fixa, com maturidades entre os 25 e os 30 anos”, afirmou Alberto Ramos.

Face à garantia do Estado concedida aos jovens até aos 35 anos, Ramos considera que “é agora preciso equilibrar as medidas. A medida do Estado funcionou do lado da procura, mas teve o efeito de subir o preço das casas. Agora é preciso que existam medidas do lado da oferta”.

O Bankinter já consumiu 44% da garantia que lhe foi atribuída, no valor de 60 milhões de euros, o que proporcionou negócios no valor de 175 milhões de euros. No total, quando totalmente utilizada, a garantia do Estado poderá gerar negócios no crédito à habitação no valor de 400 milhões de euros. A maturidade média do crédito à habitação com garantia pública no Bankinter é de 28,8 anos.

Em termos de ativos digitais, o Bankinter mantém reservas quanto às criptomoedas, mas está confortável com as stablecoins e, segundo Alberto Ramos, “o banco terá uma oferta em stablecoins até ao final do ano”.

Quanto à concorrência dos chamados neobancos, Ramos afirma que “não existe receio. É um desafio para o banco. Temos uma visão transversal do negócio, enquanto os neobancos por vezes se concentram em vertentes específicas do setor bancário”.

Sobre a venda do Novo Banco aos franceses do BPCE e uma possível oposição do governo português ao reforço da banca espanhola em Portugal, Ramos considerou que “a banca espanhola não foi desconsiderada no negócio” e que o vencedor foi um “banco de qualidade”.

A grande festa de comemoração dos 10 anos do Bankinter em Portugal terá lugar no próximo dia 11 de abril, na FIL. Para além da participação dos colaboradores (já se inscreveram 750 dos 884 que o banco tem em Portugal), contará com a presença da presidente do grupo, Maria Dolores Treviño, da CEO, Gloria Ortiz, e de todos os elementos de primeira linha da instituição em Espanha.

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