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Banca mobiliza-se para responder aos prejuízos da tempestade Kristin
Depois da iniciativa do Novobanco, foi a vez da Caixa Geral de Depósitos. Millennium bcp e Crédito Agrícola estudam medidas para particulares e empresas
30 Jan 2026 - 12:30
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Em atualização
A banca portuguesa está a mobilizar-se para responder aos prejuízos causados pela tempestade Kristin. Linhas de crédito bonificado, moratórias e períodos de carência de juros ou de capital são algumas das medidas já anunciadas pelas instituições financeiras. Também as seguradoras estão a preparar planos de emergência para dar uma resposta rápida aos segurados.
Tal como noticiou o Jornal PT50 o Novobanco foi o primeiro a anunciar um conjunto de medidas para os seus clientes, nomeadamente duas linhas de crédito bonificado, no valor global de 100 milhões de euros, destinadas a apoiar famílias e empresas afetadas pelos impactos da tempestade. Estes empréstimos terão spread zero e isenção de comissões bancárias, procurando aliviar a pressão imediata sobre os orçamentos familiares e a tesouraria das empresas.
No mesmo dia, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou um conjunto de medidas extraordinárias, de implementação imediata, no montante de 300 milhões de euros, podendo este valor ser ampliado em caso de necessidade.
De acordo com o banco público, “as medidas são válidas para todos os clientes que declarem danos sofridos com a tempestade dos últimos dias”. As medidas relacionadas com crédito aplicam-se a todas as novas propostas com data de entrada até 31 de março de 2026 e contratação ou escritura até 31 de maio.
Assim, ao nível do crédito à habitação — obras e reabilitação — para novas operações com a finalidade “Apoio às Catástrofes Naturais”, destinadas a obras, reconstrução ou reabilitação de imóveis para habitação própria permanente ou secundária, a CGD vai aplicar um spread de 0% (taxa mista de 2,15% a um ano), com isenção das comissões de formalização, estudo, avaliação e escritura (correspondente a cerca de 1.260 euros por operação).
A administração da CGD, liderada por Paulo Macedo, decidiu ainda a criação de medidas adicionais a aplicar aos créditos em vigor, nomeadamente: moratória com carência intercalar de capital ou de capital e juros até seis meses; alargamento do prazo até 10 anos, com limite de idade de 80 anos do titular mais velho; diferimento de capital até 10%; e redução da taxa de juro para taxas mistas em vigor ou redução do spread.
Também no crédito ao consumo foram adotadas medidas especiais. A CGD vai oferecer a primeira prestação até 300 euros (por operação), abrangendo crédito pessoal (multifinalidades) e crédito automóvel (usado, novo e ESG), igualmente no âmbito do “Apoio às Catástrofes Naturais”.
Nos cartões de crédito, o banco prevê a oferta da primeira anuidade — cerca de 18 euros por ano — dos cartões Caixa IN ou Classic para clientes sem cartão de crédito, bem como o aumento temporário do plafond até 500 euros para clientes de bom risco, mediante pedido em agência, até 31 de março.
Para as empresas, a CGD vai isentar as comissões de estudo, contratação e gestão, bem como aplicar taxas bonificadas em operações de curto, médio e longo prazo, com carência de capital até um ano. No apoio à tesouraria de curto e médio prazo, a carência poderá ir até seis meses, enquanto no médio e longo prazo e no leasing mobiliário e imobiliário poderá chegar a 12 meses. Acresce ainda a oferta da primeira anuidade do cartão de crédito Business Classic para empresas sem cartão de crédito.
Estas medidas visam responder às necessidades das famílias e empresas afetadas, garantindo soluções rápidas e eficazes e refletindo a responsabilidade da Caixa, junto dos seus clientes, na criação de condições que permitam estabilizar a vida das populações e acelerar a recuperação da atividade económica nas regiões afetadas.
O Grupo Crédito Agrícola adiantou ao Jornal PT50 que “se encontra a desenhar soluções de resposta e de apoio imediato aos seus clientes”. Acrescentou ainda que a CA Seguros, seguradora do grupo, “ativou de imediato um plano especial de acompanhamento e resposta para apoiar os clientes afetados e acelerar a regularização dos sinistros”.
Ao nível das seguradoras, o Jornal PT50 apurou que a Fidelidade, a maior companhia de seguros em Portugal, tem todas as equipas de peritos no terreno, estando já reportados mais de 2.000 sinistros.
Também o Millennium bcp confirmou ao Jornal PT50 que o banco “está a preparar um conjunto de medidas para particulares e empresas afetadas”.
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