Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Banca moçambicana mantém taxa de juro em 15,5% em maio

As oscilações da 'prime rate', definida pela Associação Moçambicana de Bancos, estão associadas à taxa de juro de política monetária do banco central de Moçambique.

04 Mai 2026 - 10:20

4 min leitura

Foto: Unsplash

Foto: Unsplash

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai manter-se inalterada em maio, nos 15,5%, após três cortes este ano, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB). Desde janeiro de 2024, a taxa, conhecida como ‘prime rate’, tem vindo progressivamente a descer, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%. Este ano, em janeiro, a AMB decidiu cortar 10 pontos base à taxa, que caiu para 15,7% e em fevereiro manteve-a inalterada, apesar do corte na taxa diretora então decidida pelo banco central. Seguiram-se cortes idênticos, de 10 pontos base, em março e em abril.

As oscilações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, para controlar a inflação.

Já o Banco de Moçambique manteve em março a taxa de juro de política monetária MIMO em 9,25%, após 12 cortes consecutivos desde janeiro de 2024, face ao “agravamento substancial” de riscos, revendo em alta as perspetivas de inflação. “Esta decisão decorre da materialização e do agravamento substancial de alguns riscos e incertezas associados às projeções da inflação, com destaque para a inclusão do conflito no Médio Oriente e os seus impactos na cadeia logística, bem como na oferta e nos preços dos produtos energéticos e alimentares, que influenciaram a revisão em alta das perspetivas da inflação”, anunciou em 23 de março o governador do banco central, Rogério Zandamela.

A posição foi assumida no final da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), que se realiza a cada dois meses, conforme avançou o governador do Banco de Moçambique, sublinhando as consequências para Moçambique do conflito do Médio Oriente, bem como das cheias no país, na atual época das chuvas. “Neste contexto, o CPMO interrompeu o ciclo de redução iniciado em janeiro de 2024, mais de 24 meses, condicionando as futuras decisões à evolução e materialização dos riscos e incertezas internos e externos. Os riscos e incertezas associados às projeções da inflação agravaram-se significativamente”, alertou Zandamela.

A taxa de juro diretora em Moçambique esteve fixada em 17,25% desde setembro de 2022, após a intervenção do banco central, que depois iniciou cortes consecutivos a partir de 31 de janeiro de 2024, quando reduziu para 16,5%. Em março do ano passado, o Banco de Moçambique decidiu baixar a taxa para 15,75%, cortes que se foram repetindo em todas as reuniões seguintes, até chegar a 9,75% em setembro, 9,5% em novembro e em janeiro 9,25%, suspendendo agora o ciclo de descidas.

“A nível externo, destacam-se a duração e a magnitude do impacto do conflito geopolítico no Médio Oriente na cadeia logística, bem como na oferta e nos preços dos produtos energéticos e alimentares. A nível doméstico, evidenciam-se, primeiro, as incertezas quanto à magnitude do impacto dos choques climáticos na cadeia logística e na oferta de bens”, apontou Zandamela, sobre as preocupações atuais.

Também são preocupações, alertou, “o ritmo de reposição da capacidade produtiva, em particular, depois das cheias e das inundações” e “os efeitos da persistência do risco fiscal, com destaque para os atrasos nos pagamentos devidos pelo Estado”.

“As perspetivas de inflação cresceram, foram revistas em alta. Em fevereiro de 2026, a inflação anual fixou-se em 3,2% após 3% em janeiro”, disse ainda, apontando que “no curto e médio prazo, antevê-se um aumento dos preços”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade