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BPI alcança lucros de 133 milhões, uma descida de 2% face a 2025
Atividade em Portugal contribuiu com 90 milhões de euros, uma queda de 8% justificada pela redução dos juros decorrente do repricing do crédito
04 Mai 2026 - 12:19
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Banco BPI | Foto: Rigby/JornalPT50
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Banco BPI | Foto: Rigby/JornalPT50
em atualização
O BPI registou um resultado líquido de 133 milhões de euros nos primeiros três meses de 2026, uma diminuição de 2% face ao período homólogo de 2025. A atividade em Portugal contribuiu com 90 milhões de euros (uma descida de 8%). O BFA Angola contribuiu com 42 milhões de euros para o resultado da instituição em Portugal. Já o BCI, em Moçambique, contribuiu com um milhão de euros positivos para o negócio do BPI (contra sete milhões de prejuízo no período homólogo).
O BPI contratou 1.300 milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo da garantia pública, num total de 6.600 contratos, anunciou hoje o banco, na apresentação dos seus resultados do primeiro trimestre de 2026.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira pelo presidente do banco, João Pedro Oliveira e Costa, em Lisboa. Segundo o responsável, o banco não tem tido “nenhum problema digno de assinalar” e saudou a iniciativa.
“Pensamos que é uma medida que faz sentido, porque é muito difícil, hoje em dia, para um jovem concretizar o sonho de adquirir uma casa sem um apoio deste nível. Por isso, estamos de acordo com esta medida”, disse o banqueiro.
Questionado sobre a possibilidade de o regulador colocar mais entraves à contratação de crédito para o cumprimento das medidas macroprudenciais, João Pedro Oliveira e Costa afirmou que o banco não tem, neste momento, qualquer problema neste tipo de crédito face ao restante mercado.
Ao mesmo tempo, referiu que os problemas no passado ocorreram no mercado imobiliário e não necessariamente no mercado da habitação — “que são coisas diferentes”.
“Iremos continuar a garantir sempre o cumprimento de todas as regras de supervisão que nos são solicitadas e impostas e, por isso, nesta matéria estamos tranquilos”, acrescentou.
Já sobre os desafios do mercado da habitação, o banqueiro defendeu uma “industrialização da construção”, que permitiria aumentar o volume de construção de casas.
Segundo dados divulgados na semana passada pelo Banco de Portugal (BdP), os bancos portugueses utilizaram, até março, 62% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos.
No total, foram celebrados 32.338 contratos, no valor de 6.548 milhões de euros, desde o início do ano passado, ao abrigo deste programa, que permite ao Estado, enquanto fiador, garantir até 15% do valor da transação.
Ao fim de 15 meses deste programa, o regime foi responsável por 24,3% do total de contratos e por 27,8% do montante total contratado, tendo sido garantidos 905 milhões de euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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