2 min leitura
Banco Central do Brasil liquida extrajudicialmente uma ‘fintech’ por irregularidades
Além do Banco Master, liquidado em novembro de 2025, e das empresas Will, Pleno e Entrepay, o regulador brasileiro também determinou este ano a liquidação extrajudicial de pelo menos outras cinco instituições ligadas aos referidos bancos.
27 Mar 2026 - 18:25
2 min leitura
Banco Central do Brasil
Mais recentes
- EBA: “Os bancos europeus continuam a operar numa posição de força num contexto de grande incerteza”
- Comissão Europeia abre processo contra Portugal por não aplicar as novas regras contra o branqueamento de capitais
- A bolha de Schrödinger
- Italiano Banca Ifis muda de CEO após auditoria do banco central encontrar várias irregularidades
- Banca, seguros e bolsa partilham informações confidenciais para prevenir crises
- Sistema financeiro de Cabo Verde manteve-se resiliente em 2025
Banco Central do Brasil
O Banco Central do Brasil decretou nesta sexta-feira a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento, uma pequena empresa de intermediação financeira, elevando para quatro o número de entidades liquidadas nos últimos cinco meses no país por irregularidades. Além do Banco Master, liquidado em novembro de 2025, e das empresas Will, Pleno e Entrepay, o regulador brasileiro também determinou este ano a liquidação extrajudicial de pelo menos outras cinco instituições ligadas aos referidos bancos.
As instituições liquidadas têm algum tipo de relação com o Master, cujo proprietário, Daniel Vorcaro, está preso preventivamente e negoceia um acordo de colaboração judicial para confessar a sua responsabilidade nessas irregularidades e identificar os seus cúmplices. O possível acordo tem gerado grande expectativa, dado que as investigações apontam para relações suspeitas de Vorcaro com diversos políticos e até com membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o regulador, a intervenção na Entrepay deveu-se à sua situação económico-financeira “comprometedora”, bem como ao incumprimento de normas que regem a sua atividade e à geração de prejuízos que expunham os seus credores a um risco anormal. A decisão abrange igualmente outras empresas do mesmo conglomerado, como a Acqio Adquirência Instituição de Pagamento e a Octa Sociedade de Crédito Direto.
A liquidação extrajudicial é um mecanismo através do qual a autoridade monetária assume o controlo para encerrar de forma ordenada uma instituição inviável, sem necessidade de intervenção judicial direta. Neste processo, os bens dos acionistas de controlo e dos antigos administradores ficam indisponíveis, enquanto se apura o grau de responsabilidade pelas irregularidades detetadas.
O Banco Central informou que continuará a investigar o caso, o que poderá resultar em sanções administrativas e no envio de elementos para outras autoridades competentes.
O conglomerado Entrepay tinha uma participação marginal no sistema financeiro brasileiro, com cerca de 0,009% dos ativos totais, o que limita o impacto sistémico da sua liquidação.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- EBA: “Os bancos europeus continuam a operar numa posição de força num contexto de grande incerteza”
- Comissão Europeia abre processo contra Portugal por não aplicar as novas regras contra o branqueamento de capitais
- A bolha de Schrödinger
- Banca, seguros e bolsa partilham informações confidenciais para prevenir crises
- Sistema financeiro de Cabo Verde manteve-se resiliente em 2025
- Joaquim Saurina acumula funções de presidente do Conselho de Administração e CEO do WiZink