4 min leitura
Banco egípcio Misr garante total colaboração com EUA para evitar sanções
Em causa está a acusação dos EUA à sucursal do Misr nos Emirados Árabes Unidos de ser um eixo financeiro fundamental para o regime iraniano.
31 Ago 2026 - 11:54
4 min leitura
Foto: Banque Misr
Mais recentes
- BlackRock Portugal já tem novo líder: João Robalo Martins sucede a Francisco Guimarães Neto
- 3.ª edição do “No Banco da Minha Escola” da APB chegou a cerca de 8 mil alunos
- Banco egípcio Misr garante total colaboração com EUA para evitar sanções
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Governador do Banco de Inglaterra alerta que boom da IA pode desencadear grande crise
- Banco central dos Emirados anuncia inspeção às sucursais de banco egípcio após sanções dos EUA
Foto: Banque Misr
O banco Misr, o segundo maior banco do Egito, garantiu toda a cooperação com os Estados Unidos (EUA), depois da ameaça de sanções norte-americanas contra a sua sucursal nos Emirados Árabes Unidos por negociar com o Irão. Num comunicado, citado pela agência espanhola EFE, o banco garantiu “o seu pleno respeito pelos quadros regulamentares e legais pertinentes” e esclareceu que o anúncio dos Estados Unidos, na sexta-feira, é uma proposta que ainda não constitui uma “norma definitiva”.
Em causa está a acusação dos EUA à sucursal do Misr nos Emirados Árabes Unidos de ser um eixo financeiro fundamental para o regime iraniano, uma vez que segundo Washington, entre janeiro de 2024 e junho de 2026, “processou aproximadamente 1,8 mil milhões de dólares [cerca de 1,5 mil milhões de euros ao câmbio atual] para 103 empresas que fazem potencialmente parte de redes bancárias paralelas iranianas”.
No que foi uma das medidas de maior impacto na sequência do anúncio norte-americano do endurecimento das sanções contra o Irão, a Rede de Controlo de Crimes Financeiros (FinCEN) do Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças) propôs uma norma que revogaria o acesso da filial dos Emirados Árabes Unidos às “relações de correspondência bancária com instituições financeiras norte-americanas”.
O Misr entrou em contacto com o Departamento do Tesouro “para obter informações adicionais e manter uma cooperação contínua, com o objetivo de tomar as medidas legais e regulamentares necessárias e apresentar a sua resposta às autoridades competentes dentro do prazo estabelecido”, segundo a nota informativa hoje conhecida.
Ainda no comunicado, a instituição bancária “reafirma a solidez da sua posição financeira e o pleno compromisso da sua sucursal nos Emirados Árabes Unidos com o cumprimento de todas as suas obrigações para com os clientes e outras partes interessadas”.
Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira que decidiram proibir o acesso ao seu sistema financeiro à filial dos Emirados Árabes Unidos do banco público egípcio Misr, acusado de participar em transações financeiras com o Irão, no âmbito da “guerra económica” contra Teerão.
Tratou-se da primeira medida concreta adotada pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, no seguimento do anúncio do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de privar a República Islâmica de “todos os recursos económicos”, de forma a isolar o regime de Teerão.
Na segunda-feira, Scott Bessent anunciou os pormenores da “Operação Pária Económico” contra o Irão, com o objetivo de impor sanções a todos os que façam negócios com o regime de Teerão.
Trump apelidou esta nova ofensiva económica contra o Irão como o “Dia D económico”.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irão completou na sexta-feira seis meses sem que Washington tenha conseguido eliminar o programa nuclear iraniano ou provocar uma mudança de regime em Teerão.
O conflito deixa para já como rasto, entre outros aspetos, uma crise energética mundial, repercussões à escala global no custo de vida, um Médio Oriente ainda mais instável e um dilema político com relevância eleitoral para o Presidente Donald Trump, que disputa o controlo do Congresso norte-americano nas eleições intercalares de novembro.
A “Operação Fúria Épica” começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea de grande escala contra instalações militares, nucleares e dirigentes iranianos, causando, entre outras mortes, a do líder supremo, Ali Khamenei.
Em reação à ofensiva israelo-americana, o regime de Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.
Agência Lusa
Mais recentes
- BlackRock Portugal já tem novo líder: João Robalo Martins sucede a Francisco Guimarães Neto
- 3.ª edição do “No Banco da Minha Escola” da APB chegou a cerca de 8 mil alunos
- Banco egípcio Misr garante total colaboração com EUA para evitar sanções
- Agenda da semana: o que não pode perder na banca e sistema financeiro
- Governador do Banco de Inglaterra alerta que boom da IA pode desencadear grande crise
- Banco central dos Emirados anuncia inspeção às sucursais de banco egípcio após sanções dos EUA