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Banco Mundial vê oportunidades de negócio em Moçambique e pede investimento português
Gestor do Banco Mundial para a África Austral acredita que Moçambique é um país com potencial e que necessita do setor privado para cumprir avançar mais.
25 Nov 2025 - 14:47
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O Banco Mundial considerou, em Maputo, que Moçambique é um país com potencial de riquezas e oportunidades de negócios, desafiando o setor privado português para investir e ajudar a economia local a crescer. “Em Moçambique, temos cerca de cinco mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) em operações do Banco Mundial, e os investimentos vão continuar, porque Moçambique precisa de muito investimento. Este é um país com muitas oportunidades. E eu diria também que é um país com um enorme potencial de riqueza”, disse o gestor de ‛procurement’ da região austral de África para o Banco Mundial, Chenjerani Simon Chirwa.
O responsável da instituição financeira internacional falava na apresentação do portfólio de projetos e procedimentos de contratação pública para ‛procurement’ do Banco Mundial, promovida pelo banco, junto da Embaixada de Portugal e representação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Maputo. Aos empresários portugueses, o responsável do Banco Mundial pediu mais investimentos em Moçambique, referindo que este é o caminho para fazer o país crescer face às oportunidades de negócios existentes.
“O que podemos fazer para ajudar Moçambique a atingir esse potencial máximo? O país precisa do setor privado, sem o setor privado, Moçambique não crescerá”, disse Chirwa. O Banco Mundial quer que o setor privado, em particular o português, com investimentos em Moçambique, se prepare para garantir o acesso a financiamento disponibilizado pela instituição, referindo que o banco está a avançar com estratégias no relacionamento com o setor privado para tenha acesso à informação com a devida antecedência.
“Precisamos conhecer as oportunidades muito antes que elas sejam anunciadas para podermos nos preparar. As seis semanas que nós damos para preparar as propostas são muito curtas, e eu percebo isso. Aqueles que pretendem participar, talvez, que estejam a pesquisar o mercado meses antes da publicação da licitação”, disse Chenjerani Simon Chirwa. No mesmo evento, o embaixador português em Maputo disse que Portugal quer continuar a apoiar os esforços de desenvolvimento de Moçambique, referindo que o objetivo é melhorar a vida das populações.
“A presença portuguesa em Moçambique é sólida. As empresas portuguesas estão presentes em todos os setores em Moçambique, que contribuem para a criação de valor e de recursos humanos qualificados e é essa trajetória que queremos continuar em Moçambique”, disse o embaixador Jorge Monteiro, indicando que o setor privado português, já com uma “presença de longo prazo”, acredita no país, sendo que tem entregue serviços de qualidade, apelando a que concorram aos fundos do Banco Mundial. “Portugal acredita profundamente num modelo de desenvolvimento em que o financiamento bilateral, o investimento privado e as parcerias bilaterais convergem”, concluiu o diplomata.
O encontro desta terça-feira entre as empresas de capital português em Moçambique e o Banco Mundial visa o esclarecimento de questões ligadas às novas regras de ‛procurement’ daquela instituição financeira e divulgar o portfólio de projetos deste organismo para o mercado moçambicano.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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