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BCE com reservas sobre candidato a CEO do MPS apoiado pela administração
O candidato apoiado pela administração, Fabrizio Palermo, esteve à frente da Cassa Depositi e Prestiti, que, aos olhos do BCE, não é um banco. Este detalhe pode dificultar o 'fit and proper'.
30 Mar 2026 - 15:49
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O Monte dei Paschi di Siena (MPS) tem duas pessoas na corrida para liderar o banco no próximo mandato, um processo que tem dado que falar pelo confronto entre o atual CEO, Luigi Lovaglio, e a administração. O Conselho de Administração optou por apoiar uma lista onde Lovaglio não figura como recandidato, levando o banqueiro de 70 anos a surgir como adversário numa outra lista.
Contudo, Fabrizio Palermo, o candidato a CEO que conta com o apoio da administração atual do MPS, pode vir a ter problemas caso seja eleito. Fonte próxima do assunto citada pela Reuters indica que o Banco Central Europeu (BCE) tem dúvidas sobre a adequação de Palermo para o posto.
Segundo lembra a agência de notícias, o candidato liderou a Cassa Depositi e Prestiti, a agência do Estado que tutela as poupanças postais e está sujeita a supervisão do Banco de Itália. No entanto, esta instituição não possui uma licença bancária e, de acordo com a mesma fonte, não é, aos olhos do BCE, um banco. Assim, esta questão vai constar da análise do supervisor europeu na hora de fazer a avaliação do ‘fit and proper’.
Outras fontes da Reuters já tinham adiantado que o BCE havia pedido ao MPS para assegurar que o candidato apoiado pela administração tinha a experiência extensiva em banca necessária. Caso considere necessário, o BCE pode fazer exigências em relação ao candidato eleito, de forma a torna-lo mais adequado ao cargo.
À Reuters, tanto o BCE como o Banco de Itália recusaram prestar declarações. Já fonte oficial do MPS afirmou que o banco não comenta informação de fonte anónima na ausência de uma posição oficial tanto do banco central italiano como do regulador europeu. Por sua vez, Palermo e a empresa que lidera atualmente, ACEA, não responderam de imediato ao contacto.
Recorde-se que, na semana passada, o conflito entre Lovaglio e a administração escalou, após este surgir como candidato numa lista apresentada por um acionista minoritário, levando o Conselho de Administração a revogar os seus poderes enquanto CEO.
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