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Bancos estão a pagar mais pelos depósitos

Entre os 21 países da zona euro, Portugal é o que paga a quinta taxa mais baixa aos aforradores. Empréstimos à habitação e ao consumo atingem máximos históricos.

03 Dez 2025 - 11:58

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Pela primeira vez em quase dois anos, os bancos melhoraram a rentabilidade dos depósitos que lhes são entregues pelos aforradores. Em outubro, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou 0,03 pontos percentuais (pp), passando de 1,34%, em setembro, para 1,37%. Este foi o primeiro aumento desde dezembro de 2023, refere o Banco de Portugal num comunicado divulgado nesta quarta-feira. O montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares cresceu 613 milhões de euros, totalizando 12 645 milhões de euros.

No entanto, se compararmos outubro de 2025 com o período homólogo, verificamos que, há um ano, os bancos estavam dispostos a pagar pelos mesmos depósitos 2,4%. E, se recuarmos a dezembro de 2023, os depósitos tinham uma rentabilidade de 3,1%.

Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média subiu 0,02 pp, para 1,37%. Esta classe de prazo representou 96% dos novos depósitos em outubro.

No conjunto dos países da área do euro, a taxa de juro média dos novos depósitos aumentou 0,03 pp, para 1,81%. Portugal subiu uma posição no ranking, passando a apresentar a quinta taxa mais baixa da área do euro. Os bancos dos Países Baixos são os mais generosos ao remunerar os depósitos, pagando acima de 2,5%.

Do lado dos empréstimos, em outubro, as novas operações de crédito aos particulares totalizaram 3623 milhões de euros, mais 143 milhões do que em setembro. Estas operações incluem novos contratos e contratos renegociados.

Os novos contratos de empréstimos a particulares aumentaram 150 milhões de euros, atingindo 3085 milhões de euros, o valor mais elevado da série histórica iniciada em dezembro de 2014. As renegociações de crédito somaram 538 milhões de euros, menos 8 milhões do que no mês anterior.

Os novos contratos de empréstimos para habitação e para consumo registaram máximos históricos. Na finalidade habitação, o montante subiu 77 milhões de euros, para 2160 milhões de euros. Os jovens até aos 35 anos representaram 61% do montante total de novos contratos para habitação própria permanente, um peso 1 ponto percentual acima do observado em setembro e em linha com o registado nos últimos oito meses.

Em outubro, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação na área do euro diminuiu 0,02 pp, para 3,30%. Portugal apresentou a quinta taxa mais baixa, situando-se 0,45 pp abaixo da média da área do euro (0,15 pp em dezembro de 2024). Desde o início do ano, Portugal desceu quatro posições no ranking dos países da área do euro com a taxa mais baixa (2,85%).

A média das taxas praticadas no crédito à habitação na zona euro é de 3,3%.

Em outubro, 73% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, ou seja, com uma taxa fixa num período inicial do contrato, seguida de um período com taxa variável. Os contratos a taxa mista representavam, em outubro, 42% do stock de crédito à habitação.

A taxa de juro média das novas operações a taxa mista manteve-se nos 2,75%. A taxa de juro média das novas operações a taxa fixa diminuiu 0,04 pp, para 3,42%, permanecendo acima da verificada nas operações a taxa variável, que aumentou 0,01 pp, para 2,83%.

Em outubro, a prestação média mensal do stock de empréstimos à habitação aumentou novamente 1 euro face ao mês anterior, fixando-se nos 414 euros.

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